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quarta-feira, 5 de março de 2014

Chega de lixo no Everest

Vai começar em cerca de dois meses a temporada de escaladas do Everest de 2014.
E já se sabe que os montanhistas vão encontrar, além de muito frio, perigos e a concreta possibilidade de morte, montanhas de lixo, dejetos e excrementos humanos deixados na montanha por seus antecessores.

Garbage

A montanha está que é uma sujeira só, um lixo só.
Mas o governo do Nepal resolveu começar um lento processo de limpeza, e isto inclui trabalho para os novos escaladores.
A partir deste ano, todos que escalarem a montanha deverão trazer de volta seu próprio lixo e um adicional de oito quilos deixados lá anteriormente.
Todos terão seu lixo pesado na volta e quem não cumprir a quota será punido.
É justo. Segundo a National Geographic, pelo menos 10 toneladas de lixo humano estão vazando pelas geleiras do Everest.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Um salto do alto do Everest

A temporada de escaladas do Everest está no pico, muita gente chegando lá em cima, de todas as idades e condições físicas.
E há quem brinque com a montanha.
O russo Valery Rosov, de 48 anos, escalou o pico mais alto do mundo hoje, 29 de maio, e aí se jogou do topo.
Saiu voando, primeiro com sua wingsuit e pousando com auxílio de um paraquedas.
Veja só o louco em ação



sábado, 25 de maio de 2013

Batalha da terceira idade no Everest

Yuichiro Miura

Aos 80 anos, o japonês Yuichiro Miura conseguiu o título de homem mais velho a escalar o Everest, na última quinta-feira. Mas talvez sua glória seja passageira: Badahadur Sherchan, um nepalês de 81 anos, está planejando uma escalada para a próxima semana.
Esta é uma batalha muito antiga, só o que vai mudando é a idade.
Em 2003, aos 70 anos, Miura conquistou o título mas foi superado logo depois. E em 2008, aos 75 anos, ele foi o mais velho a alcançar o cume novamente mas Scherchan o superou no dia seguinte.
De qualquer forma, o destemido Miura tem uma glória que ninguém tira dele.
Em 1970 ele desceu do Everest com esquis e a ajuda de um paraquedas, coisa nunca repetida e que foi registrada num documentário muito premiado.


sábado, 18 de maio de 2013

O Everest está derretendo

The world's highest peak is not immune to the ravages of global warming.

Nem a montanha mais alta do mundo, com seu pico a 8.859 metros acima do nível do mar, está imune às alterações climáticas que deixam todo o planeta mais quente.
Veja o que acontece com o Everest:

As geleiras na região do Everest diminuíram 13% nos últimos 50 anos.

A linha de neve permanente subiu 190 metros com o derretimento do gelo nas partes mais baixas.

Na média, as geleiras ao redor do Everest diminuíram 400 metros desde 1962.

A temperatura média no Everest subiu 0,6 ºC desde 1962.

A quantidade de chuva média anual na montanha diminuiu 9,5 centímetros

As geleiras pequenas, de menos de um quilômetro quadrado, encolheram 43%.

As áreas que ficam com rocha expostas, onde o derretimento é maior que a reposição por neve, aumentaram 17%, revelando pedras e detritos escondidos há milênios.

1,5 bilhão de pessoas dependem das águas geradas pelas geleiras do Everest.

O número de dias em que a temperatura no topo pé acima de zero segue sendo zero. Ou seja: a escalada continua muito difícil.





domingo, 16 de setembro de 2012

As mortes no Everest

Desde que lemos No ar rarefeito, de Jon Krakauer, há um monte de anos, eu e minha mulher ficamos fascinados pelo Everest e os loucos que vão lá escalá-lo. Isso realmente não é para nós, mas lemos vários outros livros sobre o tema e vamos ler o que mais pintar por aí.
Lemos porque é fascinante, e os caras escalam o Everest simplesmente porque ele está lá.
O livro de Krakauer conta a grande tragédia da temporada de 1996, que terminou com 12 mortes.
De lá para cá as condições de escalada melhoraram muito: equipamentos melhores, comunicações melhores, previsões meteorológicas melhores e novos helicópteros para resgate em altitudes elevadas.
Mas agora em 2012 a tragédia de 1996 meio que se repetiu, com 10 alpinistas mortos. Com todos estes avanços e sem uma tempestade fatal como a do ano de No ar rarefeito. Por que?
Grayson Schaffer, da Outside, tenta explicar a causa, com conclusões bem tristes.

Fila de até duas horas na Passagem Hilary

Havia gente demais, o que ocasionava até filas em determinados pontos, atrasando as escaladas e aumentando os riscos.
Havia muitos amadores, porque agora, com todas as novidades de apoio a escalada, chegar ao topo do Everest é vendido como coisa fácil.
E com o amadorismo vieram decisões equivocadas, erros estratégicos, um coquetel que terminou com mortes que poderiam ter sido evitadas com um planejamento profissional.

Enorme fila de alpínistas deixando o Campo IV

Um dos mortos, o médico alemão Eberhard Schaaf, de 61 anos, morreu na descida após uma escalada truncada por filas e, por isso, longa demais. Seu corpo ficou bloqueando o caminho, e os que chegaram depois resolveram o problema: cortaram sua corda e deixaram o corpo rolar por uma ravina de 15 metros.
Todas as mortes foram resultado de  exaustão, escalada lenta demais, ignorância de sinais evidentes de doença da altitude e recusa de voltar quando ainda dava tempo. Nenhuma tempestade, nevasca ou avalanche.
Nunca houve tanta gente no Everest quanto na temporada deste ano. Os pacotes nunca foram tão baratos, as exigências das agências promotoras das viagens nunca foram tão poucas. Não tem experiência mas tem a grana? Pode ir.
E isso tudo significa que a temporada de 2013 pode ser ainda pior. Os veteranos dizem que a temporada de escaladas do Everest não tem mais nenhum controle.