terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um exemplo do fim do jornalismo

Defendo a tese de que o jornalismo acabou. E não por causa da internet.
Jornais e revistas, há já algum tempo, abriram mão da missão de bem informar, preferindo defender seus interesses econômicos e políticos.
Não se publica nada contra governo amigo ou de governo, empresas e instituições amigas ou que anunciam - esta é a regra geral.
Jornais pequenos e de interior são ainda mais suscetíveis aos desejos dos governantes e anunciantes porque dependem mais de suas verbas publicitárias.
E agora vejo nos Estados Unidos um exemplo escrachado deste fato.
Scott Brown, o editor do The Cherokee Scout de Murphy, North Carolina, pediu ao gabinete do xerife da cidadezinha dados sobre os cidadãos que tinham armas e que tinham pedidos negados. Tudo dentro da lei de livre acesso às informações. Deu bafafá, indignação e o xerife - contrariando frontalmente a legislação - simplesmente negou o pedido.
E o que fez o bravo e valoroso Mr. Brown? Recorreu a instâncias superiores? Foi brigar pelo acesso à informação?  Nada disso. Ele publicou uma nota no próprio jornal pedindo desculpas a todos que ele eventualmente tenha incomodado com seu pedido. E mais: garantiu que "O xerife Keith Lovin tinha o melhor dos interesses do povo do Condado de Cherokee em seu coração quando negou nosso pedido."
Que tristeza, é o fim da imprensa.
Segue a fotinho do Scott Brown para que você o identifique: se ele lhe oferecer um emprego, não aceite.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Gelo para rir e assustar

Quer umas forminhas de gelo para assustar e impressionar os amigos?
É só escolher entre estas abaixo. Dá para comprar qualquer uma e outras em odee.

Tetris Blocks
Pac Man...

Brains
Um cérebro. Meio nojento.

Vampire Fangs
Dentadura de vampiro. Engraçado.
The Scream
O grito, meu preferido
Octopus
Um polvinho bem amigável.

Mustaches
Bigodes. Hehehehehe...

Um olho muito estranho

O que você acha deste olho estranho?

eye

Bom, é confortador saber que não se trata de um olho mas de uma boca maquilada. Obra da artista   Sandra Holmbom, sueca, também conhecida como Psycho Sandra.
Ela faz várias outras loucuras com maquilagem.

eye


Os lucros da abolição da escravatura

A Grã Bretanha nunca teve escravatura.
Terra de gente fina, eles não sujavam suas mãos com estas coisas. Mas faturavam muito: comércio de escravos era com eles mesmo, bem como o transporte em navios negreiros entre a África e as colônias.
Ah sim, as colônias britânicas tinham escravos. E muitos. Com os escravos lá longe, produzindo para a matriz, os britânicos mantinham suas consciências mais tranquilas.
E agora o pesquisador Nick Draper, da University College London, foi remexer na papelada referente à abolição da escravatura nas colônias inglesas, em 1833, e descobriu como boa parte das grandes fortunas britânicas atuais veio não só da escravidão mas também do seu término.



Só naquele ano, o governo de sua majestade pagou 20 milhões de libras - mais de 60 milhões de reais - a 3000 famílias em compensação pela perda da propriedade que tinham, os escravos. Isto equivalia a 40% do orçamento da nação, algo como, em dinheiro de hoje, 55 bilhões de reais.
Estas três mil famílias ficaram no bem bom - e muitas seguem assim até hoje.
Um cara chamado John Austin, que tinha apenas 415 escravos, ganhou, com as desculpas do governo pela abolição, o equivalente a 52 milhões de reais. O avô do George Orwell ganhou 23 milhões por 215 escravos. E um cidadão chamado James Blair faturou mais de 200 milhões de reais por 1.598 escravos que tinha na então Guiana inglesa.
Essas famílias seguem importantes na vida artística, política e financeira britânica. E devem agradecer muito ao governo que, tão gentilmente, lhes proporcionou a fortuna.

A cidade que ressurgiu das águas


A Villa Epecuen foi criada na década de 20 do século passado à beira do Lago Epecuen, cerca de 600 quilômetros ao sul de Buenos Aires, Argentina.
O lago é especial: quase tão salgado quanto o Mar Morto, tem dez vezes mais sal que os oceanos.  E diz a lenda que suas águas tinha grandes poderes curativos contra males como depressão, reumatismo, doenças da pele, anemia e até diabetes.
Por isso ela atraiu turistas e cresceu. Nos anos 70 tinha mais de 300 negócios incluindo spas, hoteis, lojas e museus. Em 1985 a cidade florescia, com 5 mil habitantes fixos.
Mas chovia demais nas montanhas ao redor, com muita água ficando represada. Em 10 de novembro de 1985 a água represada rompeu suas barreiras e inundou toda a cidade, que ficou com 1m20cm de água. A enchente continuou e logo Villa Epecuen estava debaixo de dez metros d'água.
E assim ficou até 2009, quando aconteceu  o fenômeno inverso e a água começou a recuar.
Hoje tudo está quase seco, revelando as entranhas de uma cidade fantasma. Só um de seus antigos habitantes voltou, Pablo Novak, de 81 anos.
Veja como está agora a Villa Epecuen:

villa-epecuen

villa-epecuen-1

villa-epecuen-7

villa-epecuen-11

villa-epecuen-20





Bebê forte dorme na rua

Este negócio de manter os bebês quentinhos e confortáveis é para os fracos.
Na Escandinávia os pais querem seus bebês fortes e durões como vikings e por isso têm o hábito de botá-los a dormir na rua, mesmo com as temperaturas constantemente abaixo de zero do inferno.
Eles nem pensam em fazer diferente, é a rotina clássica.



A criança vai cochilar? Botam ela no jardim ou na varanda, dentro de seu carrinho.
Em Estocolmo, neste inverno de agora, a coisa mais comum é ver um café quentinho cheio de suecos tomando seus capuccinos e os carrinhos dos filhos alinhados no lado de fora, na rua.
É assim que eles criam aqueles caras grandões e aquelas mulheres fortonas.

Contra cobras, camundongos

Há 60 anos, cobras da espécie marrom das árvores chegaram como clandestinas à ilha de Guam, em navios da marinha norte-americana. Elas acharam o paraíso: sem qualquer predador natural, multiplicaram-se barbaramente nas florestas da ilha e levaram à extinção várias das espécies nativas de  pássaros.



Viraram praga cada vez maior e Guam até saiu dos roteiros turísticos por causa da enorme quantidade de cobras.
Mas agora o governo dos EUA acha que encontrou uma solução para o problema: vão jogar de avião na ilha camundongos intoxicados com um produto que mata as cobras. Pela lógica deles, as cobras comerão os camundongos e cometerão suicídio coletivo.
Os camundongos terão acetominofeno em seu sangue, um componente de analgésicos bastante comum, saudável para humanos e ratos mas letal para as cobras marrons.
A coisa é bem louca: os camundongos serão jogados a mão, um por um, de helicópteros, com um dispositivo de flutuação que impedirá que eles morram na queda, porque ratinho morto seria devorado por insetos e não pelas cobras.
Vamos ver se funciona.