terça-feira, 27 de agosto de 2013

A hereditariedade perdida

A ciência de vez em quando admite que sabe muito pouco, ou quase nada.
Por exemplo: ninguém sabe explicar o magnetismo.
E mesmo a genética, descoberta há quase 150 anos por Mendel, ainda deixa os cientistas coçando a cabeça.



A questão é interessante: muitas das diferenças genéticas que passam de geração em geração têm, na verdade, um efeito muito pequeno e não justificam o resultado final.
Por exemplo: a linha das mudanças genéticas que determinam a altura de uma pessoa é muito conhecida. Mas se se somarmos todos os efeitos destas mudanças, não chegaremos a um décimo de verdadeira modificação na altura de uma pessoa.
A| união de A, com 1m75cm e B, com 1m70 de altura, de acordo com a linha genética, deveria gerar um filho de, digamos, 1m78cm. E aí nasce um cidadão que, adulto, chega a 1m88cm.
Por que? Mistério. Chamam este fator de hereditariedade perdida.
Estão estudando esta questão há mais de meia década e até agora não descobriram nada.

Quem quer carvão?



A China é movida a carvão.
Por isso, os investimentos na exploração de carvão no país foram absolutamente gigantescos nos últimos anos: 73 bilhões de reais entre 2000 e 2005, nada menos que 216 bilhões de reais só no ano passado.
Mas alguém errou as contas e agora há carvão demais. No final deste ano, os estoques do mineral da China serão de 440 milhões de toneladas. Isto é 40% a mais do que a soma do peso de todos os seres humanos.
Sobra carvão no mercado, os preços desabam, as mineradoras operam em prejuízo.
Só o que não sobra é a poluição gerada pela queima de carvão.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Maravilhas do autocompletar

Copio esta imagem do excelente xkcd:

Questions

O Randall Munroe, proprietário do site, se deu ao imenso trabalho de pesquisar perguntas que o Google cria quando você começa a teclar uma pesquisa, usando seu método próprio de autocompletar.
Dezenas de coisas muito engraçadas, obviamente, no caso, em inglês:

Por que...

os testículos se movem?

existem escravos na bíblia?

   o Jesus é branco?

os garotos gostam de mim?

  viver é bom?

não existem nações na Antártica?

meus braços não estão crescendo?

  existem espelhos acima das camas?

gêmeos têm impressões digitais diferentes?

   os patos são chamados de patos?

as bruxas são verdes?

   as baleias saltam?

E por aí vai. Vasculhe a imagem e você achará, certamente, várias outras maravilhas.




A ponte que tirou Dresden da lista da Unesco



Crowds on the Waldschloesschen bridge, Dresden (24 August)

A cidade de Dresden, na Alemanha, conseguiu a triste honra de ser a primeira localidade excluída da lista de patrimônios históricos e culturais da humanidade pela Unesco.
O motivo da exclusão é a ponte que você vê acima: ela esteve cheia de gente assim no sábado, 24 de agosto, dia de sua inauguração e a partir de hoje, 26 de agosto, está aberta ao tráfego de veículos.
A lista da Unesco tem 981 lugares, e Dresden havia sido uma das primeiras a entrar, principalmente por causa da foto abaixo - o criminosos bombardeio a que foi submetida pelos aliados na segunda guerra mundial:



A nova ponte sobre o rio Elba, segundo a Unesco, acabou coma tradição arquitetônica e cultural da cidade. Pessoalmente, acho um exagero.
Ela causou muita controvérsia desde que os próprios cidadãos da cidade autorizaram sua construção, em 2005. Ambientalistas protestaram, defensores do patrimônio histórico idem. Houve muita pendenga judicial, muita paralisação nas obras, mas após oito anos ela ficou pronta, com um custo de cerca de 400 milhões de reais.

O que eles disseram (2)

Mais algumas últimas palavras interessantes:

   Salvador Dali: "Não acredito na minha morte."

   Isadora Duncan: "Adeus, meus amigos. Eu vou para a glória."

   Johann Wolfgang von Goethe: "Mais luz!"

   Henrik Ibsen: "Ao contrário..."

   Stan Laurel: "Eu preferia estar esquiando."

   Spike Milligan: "Eu disse que estava doente."

   Henry Temple Palmerston: "Morrer, meu caro doutor, é a última coisa que farei."

   Gertrude Stein: "Qual é a resposta?" Ninguém disse nada. Gertrude riu e completou: "Neste caso, qual é a pergunta?'