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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ah, Fukushima... (2)

Postei há dois dias aqui - Ah, Fukushima... - sobre a zona de exclusão ao redor de Fukushima e um cara que resolveu ficar lá para cuidar de 500 animais abandonados.
A descoberta foi do fotógrafo da Reuters Damir Sagolj, que teve permissão de fotografar a zona - um círculo de 40 quilômetros de diâmetro - de onde 160 mil pessoas foram evacuadas.
Seu trabalho fotográfico ficou primoroso:


Um pequeno altar em homenagem às vítimas, a 6 quilômetros da usina nuclear que explodiu. Os ex-moradores têm permissão para visitar suas cidades abandonadas uma vez por mês, mas não podem dormir lá.


Um monge budista com um contador geiger numa cerimônia de enterro de um evacuado que morreu.


Um relógio nesta casa abandonada marca a hora exata do terremoto de 11 de março de 2011.


Uma máquina de refrigerante, carregada pelo tsunami, foi parar num campo de plantação de arroz, agora abandonado.


A vegetação ataca a via férrea abandonada.


Barreiras nas estradas impedem a entrada de visitantes.


Sacos plásticos com resíduos contaminados por radioatividade numa quadra de tênis.


Retratos numa casa danificada pelo terremoto.


As agora inúteis linhas de transmissão da energia que era gerada na usina.




segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ah, Fukushima...

A zona de exclusão ao redor da usina nuclear estourada de Fukushima, no Japão, é bem diferente da de Chernobyl.
Por algum motivo que só a mentalidade japonesa pode explicar, as pequenas cidades abandonadas ainda tentam parecer vivas. A energia elétrica foi mantida, os semáforos funcionam para ninguém, a iluminação das ruas acende à noite.



O fotógrafo da Reuters Damir Sagolj esteve lá e descreveu o cenário como "um filme de terror mudo". Ele entrou numa loja, colocou uma moeda numa máquina e recebeu um café quente. Tanta energia sendo gasta para apenas um café e uma pessoa na cidade completamente abandonada e deserta.
Na verdade, toda a região tem um habitante:



É este homem, Keigo Sakamoto, 58 anos. Ele se recusou a seguir as ordens de evacuação e ficou em seu rancho. Visitou todas as casas das cidades abandonadas e recolheu 500 animais de estimação deixados para trás por seus proprietários anteriores. Desde então se dedica a cuidar destes animais no ambiente radioativo.