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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Shakespeare para todos

Mya Gosling é bibliotecária, cartunista e fã de Shakespeare.
Então ela resolveu dar uma colher de chá para todos aqueles que nunca leram as obras do bardo e resumi-las, em tiras de três quadrinhos cada uma.
Pronto, agora você já pode dizer que leu Shakespeare - e na língua original!












quinta-feira, 6 de março de 2014

Devemos visitar Europa?



Eis Europa, a lua de Júpiter coberta de gelo e com um enorme oceano por baixo deste manto, muito provavelmente capaz de suportar vida.
E a NASA anunciou que deverá lançar, por volta de 2025, uma missão para orbitar Júpiter e visitar Europa, que na concepção artística abaixo mostra uma emissão de vapor d'água de 125 quilômetros de altura descoberta pelo Hubble:



Só tem um probleminha: Arthur C. Clarke, em seu romance 2010 - Uma Odisseia do Espaço 2, de 1982, fez um alerta importante através de uma mensagem recebida pela Terra: "Todos estes mundos são seus exceto Europa. Não tentem pousar lá."



O Clarke tem uma longa história de previsões acertadas - foi dele, por exemplo, a visão de uma rede de satélites permitindo comunicações instantâneas globais.
Cuidado, terráqueos!


domingo, 19 de janeiro de 2014

Para escrever como Dickens

Quer escrever tão bem quanto Charles Dickens? Sua filha mais velha, Mary, escreveu em 1885 um livro sobre ele, com um trecho muito interessante sobre seu processo criativo e literário:

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dickensdream.jpg

"Durante nossa vida em Tavistock House (1851-1860), tive uma doença grave e duradoura, com uma igualmente longa convalescência. Neste período, meu pai sempre sugeria que eu diariamente fosse levada a seu estúdio para ficar com ele, e embora eu tivesse medo de atrapalhar seu trabalho, o pai garantia que gostava de ter-me perto dele. Numa destas manhãs, eu estava deitada no sofá, aproveitando o fato de ficar perfeitamente quieta, e meu pai escrevia atarefada e rapidamente em sua escrivaninha, quando ele subitamente saltou da cadeira e correu até um espelho próximo, no qual pude ver o reflexo de algumas contorções faciais extraordinárias que ele estava fazendo. O pai retornou rapidamente à escrivaninha, escreveu furiosamente por alguns momentos e aí foi de novo até o espelho. A pantomima facial recomeçou, depois ele saiu a caminhar, sem se dar conta de minha presença, e começou a falar sozinho rapidamente em voz baixa. Então tudo parou, ele sentou e escreveu calmamente até a hora do almoço.
Foi uma experiência muito curiosa para mim, e eu não entendi completamente o que ocorrera té recentemente. Então descobri que, com sua intensidade habitual, ele havia se jogado completamente dentro do personagem que estava criando, e que daquela vez não só havia perdia a noção de onde estava, mas agia, em sua imaginação, como o personagem de sua caneta."

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Alice no original

No verão de 1862 um matemático da Universidade de Oxford chamado Charles Lutwidge Dodgson fez uma viagem de barco pelo rio Tâmisa, acompanhado de um colega e das três filhas adolescentes do reitor da universidade, Henry Lidell.
A viagem era longa e tediosa, e para passar o tempo Dodgson resolveu contar às jovens a história de uma menina chamada Alice.
Elas se encantaram e uma das garotas, também chamada Alice, insistiu que ele deveria escrever aquela história em publicá-la em um livro.
Três anos depois, com o pseudônimo de Lewis Carroll, Dodgson publicou Alice no País das Maravilhas, um sucesso tão grande que nunca deixou de ser editado desde então.
O manuscrito original, que o autor entregou à Alice Lidell, está guardado na Biblioteca Britânica, que agora o disponibilizou on line.
É uma maravilha ver o texto manuscrito e os desenhos originais:

Alice's_Adventures_Under_Ground_-_Lewis_Carroll_-_British_Library_Add_MS_46700_f45v

Para ver todo o livro, página a página, o endereço é este:

http://www.bl.uk/onlinegallery/ttp/alice/accessible/introduction.html

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

E o Nobel de literatura vai para...

O Nobel de literatura de 2013 vai ser anunciado amanhã (10 de outubro), e a casa de apostas londrina Labrokes está aceitando apostas.


Este é Haruki Murakami, 64 anos, japonês de Kyoto, o grande favorito: ele paga 5 por 2.


A canadense de 82 anos Alice Munro é a segunda mais cotada, pagando 4 por 1.


A norte-americana Joyce Carol Oates, 75 anos, é a terceira mais cotada: paga 8 por 1.


O grande azarão? Jonathan Franzen, 54, que paga 100 por 1. Meio novinho pra prêmio Nobel...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Livros póstumos

Obras de escritores importantes que só foram publicadas após a morte do autor.
As capas são das edições originais:

   Bolano morreu em 2003 e a família decidiu publicar o inacabado 2666 como obra única, embora ele desejasse que fossem três livros diferentes. Premiadíssimo e aclamado em todo o mundo - eu sou um dos apaixonados por 2666.

     Camus dizia que O Primeiro Homem era sua obra prima. Mas ele morreu num acidente de carro e o manuscrito inacabado foi achado nos destroços. Sua filha publicou o livro 34 anos após sua morte.

  Esta obra inacabada de Dickens é interessante porque no manuscrito Dickens ainda não havia revelado a identidade do assassino, confundindo leitores há mais de um século.

  Publicado um ano após a morte de de Flaubert, este livro não fez sucesso. Mas o autor o considerava sua obra prima.

  Foster escreveu este livro sobre amor homossexual em 1913, e ele o manteve escondido por mais de 60 anos. No manuscrito, uma nota do autor: "Publicável. Mas vale  a pena?"

  Nabokov trabalhava neste livro quando morreu em 1977. Pediu à família que os originais fossem destruídos, mas eles desobedeceram e publicaram a obra em 2009.

  Este deve ser o primeiro romance completo da Tia Jane, que o vendeu a um editor em 1803. O cara ficou dez anos sem publicar o livro, a Jane conseguiu dinheiro e recomprou-o, mas também não o editou enquanto vivia.




quarta-feira, 3 de julho de 2013

Livros para decoração

Postertext é uma nova forma de arte, bem interessante: quadros com o texto de livros famosos e uma ilustração referente à obra.
Fica bem bonito numa parede:

Moby Dick Postertext

Este que está decorando a sala acima é o Moby Dick, o que se vê em cinza na foto é o texto do livro:

Moby Dick Postertext

E tem outros bem legais:


Grandes Esperanças


Don Quixote


A Guerra dos Mundos

Se você quiser comprar algum, estão em promoção por pouco mais de 20 dólares, aqui:
neatoshop


Uma letra a menos

Achei uma maravilha esta brincadeirinha: tire uma letra do título de um livro e altere completamente seu sentido e significado.
Um cara competente fez até capas de três livros modificadas em função da falta de uma letrinha:



À esquerda, o Oliver Twist do Dickens virou Olive Twist, algo como o rodopio da azeitona.

No centro, The Raven ( O Corvo), do Poe, transformou-se em The Rave, A Festa.

E à direita  The Sound and the Fury  (O Som e a Fúria), do Faulkner, passou a ser The Sound and the Fur (O Som e o Pelo).
Perfeito.
Será que você criaria algo assim com um livro em português?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O aniversário do Grande Irmão

Nesta semana comemora-se o 110º aniversário de nascimento de George Orwell, autor de 1984.
Como comemorar a data?
Os artistas holandeses Thomas voor Hekke e Bas van Oerle foram brilhantes ao decorar câmeras de vigilância nas ruas de Utrecht com coloridos chapeuzinhos de festas infantis de aniversário.
O Grande Irmão merece:








quarta-feira, 12 de junho de 2013

Uma casa com 35 mil livros

A família Johnson construiu uma casa em Osceola, Missouri, em 1899.
Levou para lá os 8 mil livros que já tinham, e nunca pararam de aumentar sua coleção.
Resultado: hoje, Tom Johnson, 83 anos, vive numa espécie de biblioteca que também serve de moradia, com 35 mil livros.

1

Não são só livros comuns, te muita coisa rara e especial, muita obra original em latim e grego dos séculos 16 e 17 e inclusive um livro de 1489.
A coleção, segundo Tom, abrange os últimos 300 anos de história da literatura.
Ele não deixa nenhuma das suas obras ser digitalizada: o que é do papel ao papel pertence,

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O que escrever sobre bloqueio de escritor?

  Este é o texto integral do artigo "O mal sucedido auto-tratamento em um caso de bloqueio de escritor", publicado por Dennis Upper na edição do outono de 1974 do Journal of Applied Behavior Analysis:

"      









                                                                                                                                 "
Foi publicado exatamente assim. Bloqueios são bloqueios.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Quando o Kurt Vonnegut não era famoso

O grande Kurt Vonnegut Jr. demorou para conseguir fama e sucesso. Em 1960, aos 38 anos, ele tinha escrito dois livros que ninguém lera, sido professor de crianças com necessidades especiais, proprietário de uma revenda de carros Saab e escritor free-lancer.
Aí ele escreveu esta carta oferecendo-se como voluntário para trabalhar na campanha presidencial de John Kennedy:

Vonnegut Letter
Era verdade, mas é estranho ler que ele salientou "...a propósito, eu escrevo muito bem". Até porque o texto da carta não chega a ser primoroso, todos os parágrafos começam com "Eu.."
Não há nenhum registro de a carta ter sido respondido e de sua oferta de trabalho voluntário ter sido aceita.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Livros preferidos de gente famosa

Eddie Deezen coletou os nomes dos livros preferidos de um monte de gente famosa, viva e morta.
Seleciono alguns - e tem livros que nem conheço e muito menos sei seu título traduzido em português, se é que existe:

  Charles Chaplin - Oliver Twist

Mel Brooks - Crime e Castigo

Barack Obama - Song of Salomon, de Toni Morrison

  Steven Spielberg - A Ilha do Tesouro e O Último dos Moicanos

Madonna - E o Vento Levou

John F. Kennedy - O Declínio e Queda do Império Romano

Morgan Freeman - Liza Lou e The Yeller Belly Swamp

  Elvis Presley - The Impersonal Life, de Joseph Bennen, e O Profeta, de Kahlil Gibran

Sammy Davis Jr. - O Morro dos Ventos Uivantes


Stephen King - O Senhor das Moscas

Tom Hanks - Crime e Castigo

John Lennon - Alice no País das Maravilhas

Will Smith - O Alquimista

James Dean - O Pequeno Príncipe

sábado, 2 de março de 2013

Moby Dick de verdade

Em novembro de 1820 o navio baleeiro Essex foi afundado por uma baleia, que o atacou várias vezes até conseguir colocá-lo no fundo do oceano.
O capitão George Pollard Jr. e sua tripulação ficaram à deriva no mar, durante meses, em três botes salva-vidas de menos de dois metros de comprimento. Poucos sobreviveram.




Pollard foi um deles e contou sua história a outros capitães de navio e a um missionário chamado George Bennet: da fúria da baleia, dos 92 dias no mar, sem comida, vendo outras pessoas morrer, do terror infinito. 

E Bennet repassou o caso a um escritor chamado Herman Melvile, que a usou como base para seu romance Moby Dick.
O livro foi um fracasso e vendeu quase nada durante a vida de Melvile.
Hoje, muitos especialistas dizem que Moby Dick é o maior romance jamais escrito.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

7 dicas de Hemingway

Pois o tio Ernest Hemingway um belo dia resolveu compartilhar seus métodos de trabalho com dicas sobre como escrever ficção. Isto foi antes dele virar um caçador, um aventureiro, quando ainda tinha uma rotina séria de trabalho. Sim, você pode até não acreditar, mas houve um tempo em que o Ernest levantava cedo e ia escrever o dia todo.

EH-354

São sete dicas:

1 - Para começar, escreva uma frase verdadeira. Diz ele que remove bloqueios e é mais fácil seguir em diante a partir de algo realmente verdadeiro.

2 - Pare de escrever enquanto você ainda sabe como a história vai continuar. Nunca esgote seu roteiro, deixe uma continuação pronta em sua cabeça.

3 - Nunca pense em sua história quando você não está trabalhando. Difícil, não é?

4 - Quando for recomeçar, releia o que já está escrito. Indispensável, mas por vezes complicado quando já se escreveu 200 páginas.


5 - Não descreva uma emoção. Construa-a.

6 - Use um lápis. Hemingway até usava máquina de escrever, mas preferia o lápis para escritos sérios.

7 - Seja breve. Seja conciso. Diga o máximo com o mínimo de palavras.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Peixe para os escritores

Mark Twain, meus amigos, era o máximo.

    Já postei aqui outras coisas dele, e agora acho esta maravilhosa carta de resposta a um escritor que lhe mandou um texto pedindo sua avaliação e simultaneamente perguntando se deveria comer peixe:

"Sim, Agassiz realmente recomenda que os escritores comam peixe, por causa do fósforo quem contém, que estimula o cérebro. Até aí você está correto.  Mas não posso ajudá-lo numa decisão sobre a quantidade de peixe que você precisa comer - pelo menos não com exatidão.
Se o exemplo de texto que você me mandou está no seu padrão médio, eu acredito que um par de baleias seria tudo que você necessita no momento. Não precisam ser das maiores, apenas um par de boas baleias de tamanho médio."

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A Alice vista por Dali

Se você, como eu, acredita que Alice no País das Maravilhas é uma das coisas mais loucas jamais feitas, surpreenda-se - como eu - ao descobrir que Salvador Dali fez, em 1969, 12 ilustrações para o livro, uma para cada capítulo.
A coisa foi publicada e virou raríssima, algo para colecionador com muito dinheiro. A última vez que um desses livros apareceu no mercado ele custava 12.900 dólares, mais de 26 mil reais.
O bom disso tudo é que agora essas ilustrações apareceram digitalizadas na internet e você pode vê-las sem gastar um centavo: selecionei seis delas pra vocês comprovarem que, na visão do Dali, a história da Alice é mais louca ainda.













A coleção completa está aqui: desenhos de Dali para Alice.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

200 anos dos irmãos Grimm, os assustadores

Hoje, 20 de dezembro de 2012, faz exatamente 200 anos da data de lançamento do primeiro livro dos Irmãos Grimm, Jacob e Wilhelm.
Eles fizeram coisas muito famosos como Cinderela, A Bela Adormecida e Branca de Neve, mas também muitas histórias terríveis e violentas - embora dedicadas às crianças.



De maneira até surpreendente, os Irmãos Grimm são bem mais apreciados no resto do mundo do que na sua Alemanha natal.

Os alemães meio que querem distância deles, porque está consolidada a tese, construída após a segunda guerra, de que as histórias violentas (como uma, chamada de Como as crianças brincavam de açougueiro, em que uma família inteira se massacra) tiveram uma forte influência na formação do caráter alemão e no surgimento do nazismo.
Num livro de 1978,  Louis Snyder escreveu um livro dizendo que as raízes do nazismo estavam nas histórias de Grimm. Mais recentemente o escritor alemão contemporâneo  Günther Birkenfeld escreveu que as histórias dos Grimm explicam como os alemães foram capazes de atrocidades como as Auschwitz.

Boa parte do livro dos irmãs não é mais usada nas escolas infantís do país, há um generalizado repúdio. Mas uma coisa é a aversão aos irmãos, outra são os negócios: no ano que celebração que começa hoje as cidades de Hamelin e Bremen, bem como os castelos de contos de fadas da Alemanha, esperam faturar muito. Milhares de turistas de todo o mundo são esperados, e você também está convidado.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Maravilhosos mapas literários

O artista espanhol Fernando Vicente gosta de brincar com mapas, reinventá-los e dar a eles características diferentes.
Sua última obra são mapas da literatura da América Latina. Vejam só, são absolutamente maravilhosos: