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segunda-feira, 31 de março de 2014

Um crânio impresso em 3D

Skull

Neurocirurgiões do hospital da Universidade de Utrecht, Holanda, anunciaram que produziram a peça acima, em um plástico especial usando uma impressora 3D.
É uma réplica de um grande pedaço de crânio, que foi implantado numa mulher de 22 anos que tinha deformidades cranianas.
A operação foi há três meses, a paciente já voltou a trabalhar e, de acordo com os médicos "é quase impossível ver que ela algum dia foi submetida a uma cirurgia".
As impressoras 3D vão mudar o mundo.

A ressurreição está chegando

O Hospital Presbiteriano de Pittsburgh está anunciando um teste clínico diferente: os pacientes não serão voluntários e não poderão dar seu consentimento para a experiência.
Eles querem experimentar uma "técnica de preservação e ressurreição de emergência", algo que na ficção científica se chama de animação suspensa.



É o seguinte: moribundas vítimas de facadas, tiros ou acidentes com grande perda de sangue, o que vai ocasionar parada cardíaca e óbito, podem ter todo seu sangue substituído por uma solução alcalina gelada, que praticamente para toda atividade celular. Aí o cidadão é operado, o que está furado é consertado, o sangue é reposto e ele volta à vida.
Parece ficção, mas já foram feitos testes em porcos - que têm coração muito semelhante ao nosso - com sucesso.
O hospital aguarda dez pacientes, para testes e análises de resultados, depois mais dez.
Eles estão confiantes, acreditam que têm um caminho para a ressurreição. Mas alertam: não adianta trazer pessoas mortas há duas horas, neste caso é impossível.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Pintando sua própria doença

Em 1954 o parasitologista inglês William Cooper, estudando o parasita Plasmodium Ovale, voluntariou-se para receber picadas de cerca de mil mosquitos.
Nove dias depois, submeteu-se a uma cirurgia na qual um pedaço de seu fígado foi retirado.

cooper malaria watercolors

Após a convalescência, Cooper examinou os tecidos de seu próprio fígado identificando as várias fases da evolução da malária.
Paralelamente, ele pintou as aquarelas acima mostrando tudo direitinho.
Justamente, ele é considerado um herói da ciência.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O que a falta de vacinas faz

Em 2008 saiu um estudo pseudo-científico, falso da silva, ligando vacinas para uma série de doenças a autismo.
Muita gente acreditou, embarcou nesta canoa furada e abriu mão de vacinar seus filhos.
O resultado está na mapa GIF abaixo: doenças facilmente controláveis por vacinas ressurgem em muitas partes do mundo. Mas gostei de ver que no Brasil estamos bem:



O cor de vinho é sarampo, verde oliva caxumba, azul é rubéola, laranja é pólio, verde coqueluche, amarelo outras doenças.

domingo, 26 de janeiro de 2014

O cirurgião plástico exibido



Um cirurgião plástico sul-coreano tinha isso aí em seu consultório: dois recipientes de acrílico transparente, com 60 cm de altura, cheios de lascas de ossos de mandíbula retirados de seus pacientes que queriam um queixo menor.
Mas a Anvisa coreana foi lá, multou-o por disposição incorreta de partes humanas e obrigou-o a retirar a macabra publicidade.
Fim para o exibicionismo.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Argh! Bonecos de fetos

Desde já adianto: acho horroroso, mórbido, de péssimo gosto.
Mas certamente há quem goste, e talvez um dia você vá visitar uma família que tenha um deles como decoração na sala de estar,
É o seguinte: já é possível fazer bonecos em 3D de fetos a partir de imagens do moderníssimo ultrassom 4D.
É só fazer a ecografia 4D do feto, por lícitos motivos de saúde de mãe e futuro bebê, e aí encomendar o boneco (ou boneca) a uma empresa norte-americana chamada 3D Babies que, a partir da imagem, o produz por 600 dólares e entrega numa caixinha acolchoada.



A empresa faz propaganda com frases como "Imagine-se segurando seu bebê antes dele nascer" e "Esta é uma nova a grande maneira de compartilhar seu futuro bebê com a família e amigos".
Não importa o que digam, é horrível.
E tem mais: um dia o gato vai derrubar  a coisa e ela quebra.




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O cirurgião paralítico

Este cidadão aí da foto é o cirurgião Ted Rummel:



Ele teve um rompimento de um cisto em sua espinha, deixando-o paralisado da cintura para baixo.
Fez uma operação e um ano após o incidente estava de volta à mesa de operações, trabalhando normalmente.
Ele usa uma cadeira de rodas que, durante as cirurgias, é operada por uma enfermeira para colocá-lo nas posições certas ao redor da mesa.
Bem legal.
Abaixo, um pequeno vídeo sobre o doutor Rummel:




quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Um piercing na língua muda tudo

Pessoas paralisadas do pescoço para baixo, coitadas, não podem fazer absolutamente nada, são inteiramente dependentes de terceiros.
Mas isso está mudando graças a uma técnica experimental desenvolvida na universidade Georgia Tech.
É apenas um piercing, que você vê sendo implantado na língua de um paciente na foto:

Jason Disanto

Este piercing especialíssimo é uma pecinha magnética, que parece uma joia, e permite ao usuário dirigir uma cadeira de rodas simplesmente apontando com a língua a direção que quer seguir.
O piercing funciona como um joystick.
Os tetraplégicos aprendem muito rapidamente como dirigir a cadeira. E, de quebra, também passam a poder operar computadores.


sábado, 23 de novembro de 2013

O cérebro humano, uma visão

Tudo que nós somos está aí, no cérebro. Nossos sentidos, nossas emoções, nossa consciência, nossa capacidade de pensar e imaginar.
OK, um vídeo sobre um cérebro humano pode ser um pouco chocante, nem todos vão querer ver. Mas eu recomendo este, no qual a professora Suzanne Stensaas mostra detalhadamente o cérebro muito sadio de uma pessoa que morreu de câncer.
É surpreendente. Ela mostra como o cérebro é macio e facilmente deformável, mais macio que qualquer carne do corpo humano.Sua delicadeza é absoluta, por isso o fluido no qual ele está mergulhado é fundamental, ou ele bateria nos ossos do crânio e se deformaria facilmente.
Há que cuidar bem desta coisa tão pequena e fundamental - o cérebro do vídeo pesa 1,4 quilo.
Em inglês com legendas em inglês disponíveis:



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O melhor livro sobre nós mesmos

Sai um livro absolutamente sensacional, este aí:



É uma edição contemporânea e anotada por D.H. Garrison e M.H. Hast do fantástico De Humani Corporis Fabrica Libre Septem, de Andrea Vesalius, primeira edição em 1534.
Vesalius é o pai da anatomia, primeiro a fazer dissecações de cadáveres humanos, a descobrir do que e como era feito nosso corpo, explicando tudo em desenhos.
Seu livro ainda é a base da anatomia moderna.
E os desenhos originais, que estão na edição que está sendo lançada para comemorar o 500º de seu nascimento, são fantásticos:










terça-feira, 29 de outubro de 2013

Quanto vale um remédio?

Remédios que combatem o câncer são caros.
Mais ainda: quando mais avançado o estágio do câncer, mais caros os remédios.





O que leva uma inevitável discussão sobre custo-benefício.
O exemplo mais recente é da droga Zaltrap, indicada para casos avançados de câncer de cólon, quando nenhum outro medicamento faz mais efeito.
O uso do Zaltrap custa 11 mil dólares (24 mil reais) por mês, mais custo de aplicação, hospitalização e de outras drogas para combater os efeitos colaterais.
E os estudos demonstram que o Zaltrap prolonga a vida do paciente por exatos 42 dias, durante os quais ele tem baixíssima qualidade de vida.
É caro? É barato? Vale a pena?
Diz o oncologista Leonard Saltz que a sociedade é que vai responder estas questões: "Se dissermos que temos uma droga que custa 1 bilhão e prolonga a vida por um dia, todo mundo diria não. Mas se dissermos que temos uma droga que custa 3 reais e prolonga a vida por três anos, todos diriam sim.
Qual é o ponto de equilíbrio? Até quanto se pode pagar  por dia de vida a mais?"
Para Saltz, a sociedade parece não querer enfrentar esta questão e determinar o valor limite, aquele para o qual se diz "não podemos pagar".
E não porque a qualidade de vida do paciente melhora, ou porque ele talvez tenha chance de sobreviver, o que nesses casos de câncer terminal não existe.
Mas porque ninguém quer a culpa de ser considerado desumano com um ente querido.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O fim dos antibióticos

A era dos antibióticos acabou. Simples assim.
E quem diz isso é uma autoridade no assunto, o médico Arjun Srinivasan, Diretor do centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.
A super bactéria, aquela resistente a qualquer cepa de antibióticos, já existe, está se espalhando e tem nome: é a MRSA, ou estafilococo áureo resistente à meticilina, que recentemente pegou três jogadores de futebol americano.


A MRSA causa terríveis lesões na pele.

Para o dr. Arjun, já estamos na era pós-antibióticos: "Existem pacientes para os quais não temos tratamento, eles estão de cama com uma infecção que há cinco anos nós poderíamos tratar, mas agora não mais." Diz  o médico que, nos hospitais, as vítimas normalmente estão com um cateter em sua veia, e a super bactéria entra por ali.
É triste. Nós vamos cada vez mais ouvir falar de super bactérias e de infecções sem tratamento possível.
Os mais pessimistas até dizem que, breve, estaremos de volta à era pré-penicilina, e que qualquer infecção poderá eventualmente ser fatal.

Porque você deve se internar num asilo

Vejam no cartaz as razões pelas quais uma pessoa podia ser admitida no Trans-Allegheny Lunatic Asylum, nos Estados Unidos, entre 1864 e 1889.
A lista é tão abrangente que, se valesse até hoje, todos nós certamente poderíamos nos internar.
E tem itens surpreendentes, como problemas imaginários femininos (masculinos não?), aflição doméstica, ciúme e religião, preguiça, mente hiperativa, leitura de romances e por aí afora.
Leia toda a lista - você se enquadra em alguma coisa, pelo menos no item "más companhias":

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Doentes ameaçados

Esta coisa absurda do fechamento do governo norte-americano, numa jogada política horrível dos republicanos, causa efeitos bem mais sérios que a impossibilidade dos turistas visitarem a Estátua da Liberdade.
Na área médica a coisa pode ser séria. Veja o caso desta jovem senhora, Michele Langbehn, na foto com sua filhinha:



Ela tem um tipo bem raro de câncer (só 1% das vítimas da doença sofrem desta variedade específica) e com o fechamento não pode ter o único tratamento que poderia salvá-la.
Ela tem 29 anos e seu diagnóstico veio em abril do ano passado, logo após o nascimento da filha.
E Michele não é a única - milhares de pacientes ficaram sem atendimento médico.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Dentes sifilíticos

Estes desenhos são de 1863 e mostram deformações na dentição definitiva causadas por sífilis sem tratamento.
Coisas feias.
E fico pensando se não foi disso que se inspiraram para imaginar os dentes de vampiro...

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A esquizofrenia e a cultura

A influência do meio sobre o indivíduo é tão grande que se reflete até nas doenças mentais.
A esquizofrenia varia de acordo com a cultura vigente nas sociedades em que ela se manifesta.
Psiquiatras constataram que os esquizofrênicos de hoje têm alucinações diferentes dos portadores da mesma doença há anos atrás.



No início do século 20 as alucinações relatadas eram principalmente sobre demônios falando com os esquizofrênicos.
Mais tarde, as vozes passaram a vir de rádios e fonógrafos escondidos.
Atualmente as alucinações são principalmente com câmeras ocultas, gravando-os para reality shows secretos.

A alucinação, base da doença, permanece, mas o contexto muda.
Coitadinhos.
Imagino, sem fazer piada, que brevemente começarão alucinações - próximas da realidade - sobre o Obama observando-os.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O homem incapaz de tristeza

Este cidadão aí se chama Malcolm Myatt e tem uma condição única na história da humanidade: ele é incapaz de sentir tristeza ou depressão:



Malcolm, um inglês de 68 anos, ficou assim depois de um derrame no lobo frontal de seu cérebro, a parte que governo emoções. E as células atingidas e mortas pela falta de oxigenação causada pelo derrame foram as responsáveis pela depressão.
Caminhoneiro aposentado, ele diz que o derrame poderia ter sido seu maior inimigo, mas acabou sendo um grande amigo: "Realmente, é uma vantagem".
Não existem dois derrames iguais, as sequelas vão ser diferentes em cada caso - o Malcolm teve sorte.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Vidas dentro de malas

O fotógrafo Jon Krispin fez um kickstarter e conseguiu grana para desenvolver um projeto muito especial: fotografar o conteúdo de malas.
São as malas que cada interno do Willard Psychiatric Center, em Willard, estado de Nova Iorque, podia levar consigo quando de sua internação - que na grande maioria dos casos era por toda a vida.
São malas muito antigas, algumas do século 19, e que foram guardadas entre 1910 e 1960. E contém toda a vida pregressa dessas pessoas.
As fotos são lindas e comoventes:

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Josephine S. tinha 25 anos quando foi admitida, em 1898. Sua mala tinha três livros, algumas fotos e pouca coisa mais. Ela morreu em Willard, em 1973, com 100 anos.

Irma M. foi admitida no asilo em 1933. Ela tinha muitas coisas:








Olha a Irma. Aparentemente ela tinha viajado pelo mundo antes de ser internada.



O projeto está no início, o Jon ainda tem muitas malas para abrir e fotografar.



Enquanto isso, o Willard tem uma exposição sobre as mudanças nos tratamentos e diagnósticos da saúde mental. Super-legal:

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cirurgia que melhora seu futuro

OK, OK, você está abalado e deprimido porque as linhas da palma de sua mão indicam um futuro triste, ou pouco brilhante, ou trágico.
Mas não se preocupe mais - seus problemas acabaram e a ciência está aí para ajudá-lo.
Faça uma cirurgia plástica e modifique as linhas, alterando consequentemente seu futuro.
Não é irracional, maluca e hilariantemente brilhante?



Você vai precisar de um bom cirurgião plástico que também entenda de leitura de palma das mãos.
Na falta deste, você pode simplesmente desenhar as linhas como quer e ele segue as instruções.
Nunca foi tão fácil criar um futuro brilhante, prazeroso e perfeito.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O médico que operou a si mesmo. Duas vezes.

Em 1921, o cirurgião Evan O'Neil Kane defendia a tese de que até cirurgias grandes poderiam ser feitas com o uso de anestesia local, com vantagens para os pacientes.
Mas como provar?
Em 15 de fevereiro, Kane, com 60 anos de idade, removeu seu próprio apêndice, com anestesia local por novocaína. Só precisou ajuda de uma enfermeira para manter sua cabeça erguida e enxergar seu abdômen.



O mais incrível: a foto mostra o momento, dez anos depois, em que um Kane - então um ancião de 71 anos - removia uma hérnia que havia desenvolvido. Nova auto-cirurgia, nova anestesia local.