terça-feira, 2 de abril de 2013

Arco íris lunar



Este fenômeno de um halo luminoso ao redor da Luz é chamado de moondow, mas eu prefiro vê-lo como um arco íris lunar.
É uma coisa rara, que requer uma Lua baixa no horizonte e nuvens de um tipo específico com cristais de gelo que refletem a luz lunar num fenômeno de refração.
Ah, e tem que estar muito frio.
No caso desta foto o fotógrafo Sebastian Sarloos teve que enfrentar uma temperatura de -23ºC e ventos de 50 quilômetros por hora, no Alasca.
Muto bonito, não é?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Você nunca viu isto



A espaçonave Stéreo-B fez, por acaso, uma foto maluca de nosso planeta.
Foi muita casualidade a câmera ter pegado tudo isso numa só imagem.
Em primeiro plano, aparentando ser gigante, está o cometa PanStarr, que na verdade é pequeno.
Já o ponto luminoso marcado como Earth e á nossa Terra,  é assim que ela parece quando vista a 160 milhões de quilômetros de distância.
E a grande massa luminosa à esquerda é apenas uma erupção solar - não o próprio Sol, simplesmente uma erupçãozinha quotidiana.
É foto para entrar para a história. E sem nenhum humano apertando o botão.


Novos Bansky surgiram do nada

Na noite passada apareceram vários trabalhos novos do Bansky - para muitos o maior dos artistas de rua - em Green Point, no Brooklin, Nova Iorque. Assim, do nada, de uma hora para a outra.
A questão agora é: o que significam estes palhaços tristes, e por que eles estão tão tristes?

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Publiquei há tempo um post bem mais completo sobre Bansky e sua obra. É só seguir o marcador.


Arte de rua, estilo Barcelona

Estas fotos são do meu filho Juliano, feitas em Barcelona na semana passada.
Não imagino quem sejam os autores destas pequenas intervenções:















Decoro & etiqueta

Três conceitos antigos de decoro e etiqueta:


"A anfitriã perfeita sabe que as obras de autores homens e mulheres devem ficar separadas nas estantes de livros. A sua proximidade não deve ser tolerada, a menos que os autores sejam casados."
(Lady Gough, no livro Etiqueta, de 1863)


"Não importa qual seja a moda, as luvas de uma mulher bem vestida nunca podem ser apertadas ao ponto de que seus dedos pareçam salsichas".
(Margery Wilson em A Nova Etiqueta, 1947)


"Cílios bonitos são um complemento importante para o olho. Os cílios podem ser tornados mais longos se forem aparados de vez em quando na infância. Cuidados devem ser tomados para que a aparação seja feita firme e parelha, e especialmente para que as  pontas da tesoura não perfurem o olho".

(Eliza Bisbee Duffey,  A Etiqueta de Homens e Mulheres, 1877)

Yvonne, a cientista e o strogonoff



Esta senhora aí com o Obama é Yvonne Brill, uma canadense que morreu recentemente aos 88 anos.
Ela fez uma belíssima carreira como cientista de propulsão espacial, desenvolvendo um  novo modelo de motor muito eficiente, o hydrazine resistojet.
Premiadíssima e respeitadíssima na comunidade científica, a Yvonne mereceu várias homenagens.
Mas seu obituário no The New York Times começava informando que ela fazia um excelente strogonoff e que seguia seu marido de emprego em emprego, que era uma excelente mãe, blá blá blá.
Não é preconceito?
Fariam alguma vez um obituário de um cientista do sexo masculino começando com suas habilidades culinárias?
Jamais.
O jornal, muito criticado, acabou mudando o texto em seu site.

Elizabeth, médica em 1849


vEm 1847 Elizabeth Blakwell solicitou matrícula em várias faculdades de medicina nos Estados Unidos. Foi rejeitada por todas, era inconcebível uma mulher médica já que elas notoriamente teriam menor capacidade intelectual. 
Mas o reitor do Colégio Médico Geneva resolveu dar uma de democrático e propôs que os estudantes decidissem: eles votariam se aceitavam a Elizabeth ou não. Um voto contra acabaria com a candidatura, mas os estudantes resolveram fazer uma brincadeira e todos os 150 alunos votaram pela admissão.
E lá se foi a Elizabeth, única dama num mar de varões. Fez seu curso, graduou-se em 1849 e mudou a história da medicina, escrevendo livros importantes e fundando a a Escola de Medicina para Mulheres.
Ela pavimentou o caminho para as futuras gerações de médicas e cientistas.
O interessante é que, bem depois de sua formatura, ela confessou que nem gostava de medicina e que resolveu tentar o curso como uma espécie de enorme desafio, uma batalha moral que ela queria vencer.