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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A marinha do Uzbequistão



Existem países sem acesso ao mar e países duplamente sem acesso ao mar. O Uzbequistão é um destes: além de não ter mar, só faz fronteiras com nações que também não têm acesso ao oceano.
O que não impede que tenha lá sua marinha, na foto você vê um dos dois navios de guerra uzbeques, armados com metralhadoras e lança granadas.
Os Estados Unidos compraram os barcos para eles, que passeiam pelos rios do país, principalmente no Amu-Darya, que faz a sensível fronteira com o Afeganistão.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Céus nublados são melhores.


drone family testify

Esta é a paquistanesa Nabila Rahman, de 9 anos, mostrando ao congresso norte-americano seu desenho de um ataque de drones.
Um destes ataques, há um ano, matou sua avó - que semeava hortaliças no pátio - e feriu sua mãe.
E o congressista Alan Grayson convidou a Nabila, sua mãe Rafiq e seu irmão Zubair, de 13 anos, para contar a história no Congresso.
Sabe quantos parlamentares compareceram? Cinco. Apenas cinco.
Todos os demais preferiram não ouvir o Zubair dizer o seguinte:
"Deputado Grayson, eu não amo mais o céu azul. Eu agora prefiro céus cinzentos. Os drones não voam quando o céu está nublado".
Céus nublados são os únicos momentos que os pobres coitados não precisam temer por suas vidas em ataques estúpidos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Um caça de guerra sem piloto

Planeeeee

Completamente assustador.
A Força Aérea norte-americana está convertendo caças F-16 aposentados em drones.
Eles decolam, manobram, podem lançar suas bombas e mísseis, voltar e pousar, tudo sem piloto.
Já estão voando, comandados por oficiais com joy sticks em salinhas a quilômetros de distância.
Assustador.

sábado, 7 de setembro de 2013

De onde veio o sarin?

Com os Estados Unidos prontos para bombardear a Síria e matar sírios para ensinar que não se deve matar sírios, o gás sarin é um dos assuntos do momento.
De onde ele veio?
Em 1936 um cientista alemão chamado Gerhard Schrader, da Bayern, trabalhava buscando um novo inseticida, seu foco era destruir o sistema nervoso dos insetos. Ele havia sintetizado um composto chamado tabun quando uma gota caiu no chão. Ele e seu assistente ficaram muito tontos e durante três semanas ficaram com dificuldades para respirar e de visão.
Pronto, estava descoberto o primeiro gás que ataca o sistema nervoso central de seres humanos.
Os nazistas imediatamente pediram que ele mudasse seu foco de matar insetos para matar gente, e passaram a tarefa também para o laboratório IG Faber, que fez o gás Zyklon B, usado nas câmaras de gás contra os judeus.
O tabun foi aperfeiçoado e virou o sarin, o mais potente e devastador gás letal da atualidade.



Schrader seguia ordens de Otto Ambros, chefe de armas químicas de Hitler.
Ao final da segunda guerra mundial os nazistas tinham 12 mil toneladas de gás letal. Elas nunca foram usadas, aparentemente porque Ambros convenceu Hitler de que os aliados tinham coisa parecida e a mortandade seria absoluta.
Os russos acharam os estoques alemães de gás e resolver a questão de forma simples: jogaram tudo num rio.
Mas aí todos os aliados queriam saber como fazer gás letal, especialmente o sarin. Os britânicos recrutaram Schrader, mas ao final de 1947 ele voltou para a Alemanha dizendo que não gostava de trabalhar com isso e queria voltar a cuidar das plantas e protegê-las dos insetos, sua vocação.
Ambros foi condenado em Nuremberg a oito anos de prisão. Cumpriu apenas três, foi libertado e imediatamente recrutado pelos norte-americanos, como consultor do programa de gás do exército norte-americano.
Os americanos chegaram a ter uma quantidade absurda da sarin, que poderia ser usado através de bombas como esta, que tem várias cápsulas cada uma com meio quilo do gás:

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Chutando para longe a bomba brasileira



Bela foto de uma mulher chutando de volta uma bomba de gás lacrimogênio lançada pela polícia durante os protestos na Turquia. A imagem parece uma pintura, surreal. E demonstra muito bem a coragem e a determinação dos manifestantes turcos.
E é bem possível que a bomba seja brasileira, produzida pela Condor Tecnologias Não-Letais, com fábrica em Nova Iguaçu. Já foram feitas fotos dessas bombas usadas na Turquia com o Made in Brasil e uma imagem da nossa bandeira.
A empresa exporta para mais de 35 países seus produtos como esta bomba - definida por eles como um armamento "desenvolvido para controle de distúrbios e combate à criminalidade". Também fazem balas de borracha e otras cositas más. Tudo muito civilizado e não-letal, é claro.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Os incríveis números da guerra

Os norte-americanos já se envolveram em muitas e muitas guerras, mas as duas mais recentes (e inúteis, e desnecessárias), Iraque e Afeganistão, foram as mais caras de todas.
Os números são estonteantes, de acordo com o jornalista Michael Gurriero, do The New Yorker.



O total gasto até agora estaria entre 4 e 6 trilhões de dólares. Isto dá mais que dois PIBs brasileiros,
E como essas guerras são financiadas com dinheiro emprestado, a dívida dos EUA aumentou 1,3 trilhão de dólares com elas.
Já morreram nelas 6 mil soldados e outros 6 mil funcionários civis - basicamente gente que trabalhava em empreiteiras contratadas pelas forças armadas. A perda econômica causada por essas mortes é calculada em 44,6 bilhões de dólares.
Muito prejuízo? Parece, mas é forte a teoria de que a economia norte-americana só segue em frente se a indústria militar for permanentemente alimentada por uma guerra.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O império da guerra

Gilbert Mercier, no News Junkie Post - newsjunkiepost.com -  publicou um artigo devastador sobre a indústria militar norte-americana, que segundo ele produziu o império da guerra.
Alguns destaques deste artigo:

A economia norte-americana tornou-se uma economia de guerra desde que a nação entrou na Segunda Guerra Mundial. Isto marcou o início de uma era de sistemáticos conflitos por lucro. O esforço de guerra transformou os EUA numa fábrica de armas gigante para as guerras na Europa e no Pacífico e, ironicamente, foi creditado como o principal fator para terminar com a depressão iniciada em 1929.

Esta tendência continuou, num ritmo mais lento, com a Guerra da Coreia, o Vietname, o Afeganistão nos anos 80 (contra a União Soviética). Sempre uma guerrazinha para manter a economia girando.
Mas o ataque ao World Trade Center deu aos políticos a oportunidade única para iniciar a guerra perfeita - a guerra ao terror, que não tem limites geográficos, limite de tempo ou mesmo um adversário definido.

O dinheiro jorra com a fabricação de armas cada vez mais caras e sofisticadas para os próprios americanos, para clientes de todo o mundo. E ainda há mais faturamento com a reconstrução de nações destruídas, como aconteceu na Alemanha e Japão depois de 1945 e recentemente no Iraque.



Em 24 de agosto deste ano o o Serviço de Pesquisas do Senado dos EUA divulgou relatório sobre o complexo industrial-militar do país. O valor das exportações de armamentos saltou de 21,4 bilhões de dólares para 66,3 bilhões no ano passado. Os EUA são os maiores exportadores de armas do mundo, com 78,1% do mercado mundial. Rússia e Grã Bretanha são segundo e terceiro, muito longe. Os principais clientes são Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Índia, Egito, Paquistão. Paquistão e Índia armam-se porque estão em permanente pé de guerra, não há constrangimentos em vender para os dois lados. O armamento para a Arábia Saudita e os Emirados  é vendido com o consentimento de Israel porque os dois são aliados na guerra ao terror e seu próximo passo extremamente lucrativo: uma guerra ao Irã.

E assim a coisa vai. Diz o Mercier que os cúmplices deste império da guerra não são apenas os políticos, mas também os engenheiros que desenham novas armas, os trabalhadores que as produzem, os negociantes de ações das indústrias bélicas e  - finalmente  - o que ele chama de "mercadores da morte de Wall Street".


Você pode nem acreditar no que ele diz. Pode achar paranoia, fantasia, coisa de esquerdista.
Mas assusta, não é?