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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O quarto do Hubert

Soldier's room

Este é o quarto de Hubert Rocherau, em Bélâbre, na França.
Ele nasceu nesta casa em 1896 e morreu em 25 de abril de 1918, vítima de ferimentos sofridos como soldado na primeira guerra mundial.

Soldier's room

O quarto é grande, tem também esta mesa de trabalho.
Ele foi mantido por seus pais como estava no dia da partida de Hubert para a guerra.
Em 1935 os pais venderam a casa e se mudaram, mas impuseram ao comprador uma cláusula dizendo que o quarto deveria permanecer intocado por 500 anos.
O atual proprietário, Daniel Fabre - que herdou a casa dos avós -, diz que a cláusula não tem valor legal, mas prefere manter o quarto com sua aparência original, incluindo um capacete, fuzil, os cachimbos e uma coleção de pistolas do Hubert.
Quase cem anos se passaram, faltam 400.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A marinha do Uzbequistão



Existem países sem acesso ao mar e países duplamente sem acesso ao mar. O Uzbequistão é um destes: além de não ter mar, só faz fronteiras com nações que também não têm acesso ao oceano.
O que não impede que tenha lá sua marinha, na foto você vê um dos dois navios de guerra uzbeques, armados com metralhadoras e lança granadas.
Os Estados Unidos compraram os barcos para eles, que passeiam pelos rios do país, principalmente no Amu-Darya, que faz a sensível fronteira com o Afeganistão.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A era espacial faz 70 anos

Hoje, 8 de setembro de 2014, a era espacial completa 70 anos.
Foi em 8 de dezembro de 1944 que o primeiro de mais de 1.300 foguetes V2 caiu sobre Londres.

(SPL)

Os V2, criados por Werner Von Braun, foram a última e desesperada tentativa nazista de ganhar a guerra.
Terror puro: eles eram lançados de plataformas móveis a 80 quilômetros de distância, na Holanda, subiam até 80 quilômetros de altitude, em pleno espaço, voavam 190 quilômetros no total e caíam silenciosamente com sua carga de 900 quilos de explosivos.
Exatos 2.724  britânicos morreram vitimados por eles num período de seis meses. Mas mais de 20 mil pessoas morreram para fabricá-los, a mão de obra era escrava e exigida ao limite extremo.


Plataforma móvel de lançamento de V2

E o que tem uma arma de guerra a ver com a era espacial? Bem, os V2 subiam até o espaço.
E a mesma tecnologia usada neles levou o homem até a Lua.
Foguetes V2 foram um dos espólios mais apreciados por russos e norte-americanos no final da guerra.


Russos e norte-americanos testaram muito os V2 após a guerra

E Von Braun se mandou para os EUA, onde chefiou o programa espacial.
Ainda hoje, todos os foguetes descendem diretamente dos V2.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Arte contra os drones assassinos

JR_KPK_full

Os operadores do Predator, o drone bombardeiro militar muito usado pelos EUA no Afeganistão e Paquistão, do alto de sua insensibilidade nas salas refrigeradas em que comandam a mortandade, costumam chamar as mortes que causam de esmagar um inseto - que é o que seres humanos parecem nas imagens geradas por satélites.
Mas um grupo de artistas franceses e norte-americanos quer mudar isso com arte.
Eles fizeram a enorme instalação da foto acima, com a imagem de uma criança que perdeu os pais e dois irmãos em bombardeio do Predator.
Agora os operadores de drones veem a a grande criança, não insetos.
A instalação foi montada em Khyber Pukhtoonkhwa, no Paquistão, região que já sofreu mais de 380 ataques de drones, com 3.500 mortes, incluindo 200 crianças.
Ground view of the gigantic poster of the child victim.
A foto vista do chão

Children gather around the installation
Crianças ao lado da instalação

sábado, 22 de março de 2014

Dois loucos na guerra


http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Landing_on_Queen_Red_Beach,_Sword_Area.jpg

Quando as tropas britânicas desembarcaram na Normandia no dia D - 6 de junho de 1944 - este cidadão aí desembarcou de seu lanchão vestindo seu tartan escocês e portando sua gaita de foles. Passou todo o tempo siubindo e descendo a praia, tocando a gaita para animar as tropas. Ninguém sabe compo é que ele não foi atingido, pura sorte. Ele era o soldado Bill Millin, tocador de gaita de foles pessoal do Lorde Covat, comandante de uma brigada. O exército britãnico havia proibido os gaiteiros porque eles corriam muito riscos, mas o Lorde e o Millin disseram que a ordem não se aplicava a eles, escoceses.


http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jack_Churchill_leading_training_charge_with_sword.jpg

Já Mad Jack Chiurchill, o soldado com a espada no canto inferior direito da foto acima, enfrentou a segunda guerra mundial utilizando como armas arco e flecha e sua espada. "Um homem que for para a guerra sem sua espada estará vestido de forma imprópria", dizia o Churchill. Foi o único soldado em toda a guerra a matar um inimigo com flechada. Não se feriu, sobreviveu e viveu pacificamente até morrer aos 95 anos.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Excesso de especialização

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Operation_Crossroads_Baker_Edit.jpg

Depoimento de Joan Feynman, irmã do físico téorico Richard Feynman, no livro No Ordinary Genius, de Christopher Sykes:
"Quando eu era criança acreditava-se que espécies de animais foram extintas por terem se especializado demais. Meu pai costumava falar para nós sobre o tigre de dentes de sabre, sobre seus dentes tão grandes que acabaram o impedindo de comer. E eu lembro de meu pai falar, com meu irmão sentado ali, 'imagino o que acontecerá com os seres humanos, em que eles se especializarão demais e acabará matando-os?'
Meu pai nunca soube que meu irmão estava trabalhando na bomba."
Bem antes  de seu incrível trabalho com física e mecânica quântica, Feynman colaborou no desenvolvimento da bomba atômica.

sábado, 8 de março de 2014

O privilégio de Thierville

A pequena cidade de Thierville, na Normandia, tem um título que nunca será superado.


Ela foi a única comunidade francesa que não perdeu nem um homem nas últimos cinco guerras com a participação da França - a Franco-Prussiana de 1870, as duas guerras mundiais, a primeira guerra da Indochina e a guerra da Argélia.
Com isso, é a única cidade francesa que nunca construiu um memorial às vítimas das guerras.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Os navios redondos

Em 1874 a Rússia lançou no Mar Negro um dos mais poderosos - na época - e um dos mais estranhos navios de guerra de toda a história.
Era o Novgorod, que você pode ver no modelo em escala da foto:



O navio era redondo, movido por seis motores independentes e equipado com canhões que cobriam 360 graus. Tinha 90 metros de diâmetro e era uma boa ferramenta de guerra naval, mas com um inconveniente: chacoalhava até com marola.
Alguns anos depois foi lançado seu irmão maior, o Popov, com 110 metros de diâmetro, e os dois ficaram na ativa até 1903.
O engraçado é que o czar Nicholas II gostou tanto da ideia que mandou construir um iate para sua família, igualmente redondo, o Livadia:




terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Os caçadores de obras primas

Está estreando no Brasil o filme Monuments Men (Caçadores de Obras Primas), dirigido pelo George Clooney e estrelado por ele mesmo, Matt Damon e mais um punhado de astros.
É uma versão romanceada dos verdadeiros Monuments Men, grupo criado pelos aliados em 1943 e que tinha mais de 350 membros com a tarefa de localizar e recuperar centenas de milhares de obras de arte roubadas pelos nazistas e guardadas em locais como minas de sal e cavernas, para protegê-las dos bombardeios.
Tem um belo conjunto de fotos documentando o trabalho deles:

Click to enlarge image Manet_in_Mine.jpg

Click to enlarge image Germans_transporting_art_to_St._Leonardo.jpg


Click to enlarge image Rorimer_at_Neuschwanstein.jpg


Click to enlarge image Stout_Bruges.jpg

Click to enlarge image Stout_Ghent.jpg

Click to enlarge image Torah_Scrolls.jpg

Click to enlarge image VermeerAstronomer.jpg

Click to enlarge image photo10.jpg

Click to enlarge image photo7.jpg

E aqui tem uma palhinha do filme do tio George:






quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Robôs soviéticos. E amigáveis.

Nos tempos da guerra fria, era fundamental tanto para norte-americanos quanto para soviéticos mostrar superioridade tecnológica.
Mesmo que as coisas fossem falsas e incapazes de fazer  de qualquer coisa, o que imagino seja o caso destes robôs criados pelos soviéticos.
Robôs até hoje têm limitações, então duvido que nas décadas de 60 e 70 do século passado os russos pudessem fazer que os modelos das fotos tivessem qualquer operacionalidade.
São bonitinhos, nostálgicos, ingênuos até. Mas cumpriam com uma missão - contribuir para a propaganda do regime:

robot
Robô babá, em 1969? Não...

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Este grandalhão aí, também de 1969, até tomaria cerveja.

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Já este magrinho, ainda de 1969, seria guia no Museu Politécnico de Moscou.

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Cabeça de tevê, bandeja de computadores, de 1971.

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Ah, o amor de verão entre um robô e uma humana,


domingo, 19 de janeiro de 2014

Cabelos para a guerra

Mary Babnik Brown trabalhava numa fábrica de vassouras no Colorado em 1943 quando viu um anúncio pedindo uma estranha contribuição para o esforço de guerra: cabelos loiros, com comprimento mínimo de 50 cm, que nunca tivesse sido tratados com produtos químicos ou ferros quentes.
Ela nunca tinha cortado seus cabelos e só os lavava com sabão. Mandou uma amostra e quando recebeu a resposta de que seu cabelo preenchia os requisitos, não hesitou: cortou todos os 82 cm de cabelo louro que tinha e enviou como sua colaboração para a vitória na segunda guerra mundial.
"Chorei durante um mês mas contribuí", disse a Mary.

http://en.wikipedia.org/wiki/File:Mary_Babnik_Brown_1943.jpg

Ela foi informada de que o cabelo seria usado em instrumentos meteorológicos, mas isso não era verdade.
Somente em 1987 foi revelado que os cabelos louros e naturais eram fundamentais numa coisa chamada Norden, um instrumento super secreto que guiava bombas até seus alvos.
E em 1991 a Mary acabou tendo seu esforço reconhecido: ela ganhou uma carta do então presidente Ronald Reagan, seu nome foi para o hall da fama da aviação do Colorado e 22 de novembro foi declarado o Dia de Mary Babnik Brown no estado.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O pouso dos aviões empilhados


Em 29 de outubro de 1940 dois aviões de treinamento Avro Ansom, da Real Força Aérea Australiana, colidiram em pleno ar.
Na verdade, meio que um avião pousou no ar em cima do outro e os dois ficaram grudados nos céus de Wagga Wagga, New South Wales.
Todos os demais quatro tripulantes dos dois aviões saltaram de para-quedas, menos o piloto do avião de cima, Leonard Fuller.
Ele não tinha mais os motores de seu avião, mas os motores do de baixo funcionavam. E os flaps e ailerons de seu aparelho estavam operacionais.
Então ele resolveu colocar seguramente no chão a pilha de aviões - e conseguiu, pousando num pasto próximo de uma fazenda e deslizando 200 metros até a imobilidade.
Veja como ficou:



Fuller diz que fez tudo de acordo com o manual de emergências, pousando contra o vento numa fazenda com habitantes por perto.
Os dois aviões foram reparados e voltaram à ativa.
Tem até um videozinho da época da façanha:


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Horror em Leningrado

Uma historinha curta sobre os horrores do cerco de Leningrado durante a segunda guerra mundial, como narrado pela professora de balê Vera Sergeevna Krostroviskaya, em abril de 1942:



"E ali, em frente à entrada da Filarmônica, na praça, há um grande poste de luz.
Com as costas encostadas no poste, um homem está sentado na neve, embrulhado em trapos, uma mochila em seus ombros. Ele está grudado ao poste. Aparentemente ele ia para a Estação Finlândia, cansou e sentou. Por duas semanas, enquanto eu ia e voltava do hospital, ele sentou

  1. sem sua mochila
  2. sem seus trapos
  3. apenas de roupa de baixo
  4. nu
  5. um esqueleto com as vísceras à mostra.
Eles o retiraram em maio."


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Um código fácil para o exterminio



Durante a guerra fria, os militares norte-americanos queriam estar prontos para disparar mísseis nucleares em direção à União Soviética, em caso que julgassem necessário, com a menor perda de tempo possível.
Se houvesse um ataque, a retaliação deveria ser imediata.
Mas como conseguir rapidez? No início havia apenas uma tampinha sobre o botão de disparar. Mas o governo se preocupou: havia muitos mísseis na Europa, e se houvesse uma revolução em algum país e um governo tomasse conta das bombas norte-americanas?
Em 1962 o presidente Kennedy assinou uma ordem para que todos os mísseis só pudessem ser disparados após a introdução de um código digital, cada um com seu código
Os militares rebolaram, não gostaram, atrasaram o mais que puderam porque achavam que o sistema ficaria lento.
No fim, implantaram o código, mas não com a dificuldade que o presidente queria: logo após a colocação dos códigos, todos os mísseis foram reprogramados para o código 00000000 - isso mesmo, oito zeros.
E assim foi.
Eu acho incrível que o planeta não tenha sido completamente explodido.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Chuuk, um lugar à espera da catástrofe

Esta é a Laguna de Chuuk, na remota Micronésia:

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Durante a segunda guerra mundial, esta laguna foi base do Japão, uma de suas maiores, com porta-aviões e outros navios de guerra bem grandes.
Em 17 de fevereiro de 1944 atacaram Chuuk com a missão de aniquilar a frota japonesa. Os nipônicos tinham adivinhado que o ataque ocorreria e retirado de lá boa parte dos navios, mas mesmo assim foram afundadas 47 embarcações e destruídos 370 aviões de combate, que eram tripulados por 1.200 soldados. O local tornou-se o maior cemitério de navios do mundo.
Tudo continua lá, no fundo raso da laguna, e há um problema esperando sua vez de acontecer: três navios tanques foram afundados, com 32 mil toneladas de combustível - três quartos do que vazou no naufrágio do Exxon Valdez.
Um especialista em estruturas de metal submersas diz que os navios tanques vão ceder em 2017, gerando um gigantesco acidente ecológico.
Há tecnologia para retirar o óleo, mas pode faltar dinheiro - a Micronésia é paupérrima - ou vontade política das nações que tem o know how e a grana necessária.
À espera da catástrofe, fotógrafos mergulhadores revelam belas imagens dos navios afundados antes que tudo seja coberto de óleo:

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domingo, 17 de novembro de 2013

O terno à prova de balas

A alfaiataria de Toronto Garrison Bespoke está produzindo um terno à prova de balas.
É este aí:



Feito com nanotubos de carbono, ele resiste a disparos de armas até calibre .45. Os nanotubos absorvem a maior parte do impacto, mas não tudo - levar um tiro ainda vai doer.
O mercado que os produtores querem é o de executivos de empresas de mineração e petróleo que vão frequentemente a áreas conflituadas - talvez preconceituosamente eles citam África e Oriente Médio.
A coisa foi feita com apoio de um fornecedor do exército e após pesquisa sobre as necessidades dos clientes.
E os nanotubos foram escolhidos ao invés do kevlar por serem mais leves e funcionarem melhor quando molhados. No processo de criação eles enfrentaram e superaram várias dificuldades técnicas - principalmente como costurar nanotubos.
A Garrison Bespoke pensou em fazer testes com um modelo vivo, mas foi convencida de que seria melhor com um boneco. E o terno - é terno mesmo, tem um colete - foi aprovado.
Quer um? Custa 45 mil reais para ir à guerra com elegância.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Brinquedos de guerra

O artista Brian McCarty foi ouvir crianças que passaram por guerras. Encontrou-as em zonas de guerra ou campos de refugiados e elas lhe contaram o que viram durante os conflitos.
Aí o Brian recriou as imagens descritas com brinquedos e as fotografou, criando a série War-Toys - brinquedos de guerra.
Ficou chocante e fantástico:













sábado, 9 de novembro de 2013

Nova cara, nova vida



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Este é  o Jim Wolf, um veterano de guerra que nunca conseguiu construir uma vida após dar baixa. Durante décadas viveu como sem teto e alcoolista largado pelos cantos.
Mas uma organização de caridade resolveu ajudá-lo com roupas e um melhoria radical na aparência.
Fizeram um time lapse da mudança:


Essas coisas são importantes, podem mudar uma vida. Para o Jim um tempo melhor está começando - ele agora frequenta os AA e já tem um teto para dormir. Vem mais pela frente.



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O photoshop muito antes do photoshop



Esta foto maravilhosa mostra todo o horror da primeira guerra mundial, os soldados encurralados em trincheiras, as bombas explodindo, a fumaça, os aviões atacando. Um condensado da guerra numa única imagem.
Mas, embora tudo que apareça na foto seja real, a imagem em si não é - é uma combinação de várias fotografias.
O autor do truque foi o australiano Frank Hurley, fotógrafo oficial do governo da Austrália para documentar a guerra.
Mas o Frank fazia lá suas fotos e achava que nenhuma conseguia transmitir todo o horror do que ele via.
Então ele começou a montar composições, sendo esta a mais famosa.
O Hurley era tão bom nestas costuras de fotos que chegaram a fazer um filme sobre suas técnicas. E defendeu sempre a validade de suas imagens manipuladas como única maneira de fazer as pessoas entenderem o que realmente acontecia no front.

Psicologia da guerra

Vejam estes dois posters de propaganda de alistamento para a primeira guerra mundial na Irlanda.
Ambos apelam para o orgulho masculino e sua figura de protetor da mulher.



O primeiro tem como título "Pela Glória da Irlanda" e a mulher aponta para a Bélgica em guerra (e em chamas) dizendo "Você vai ou eu terei que ir?". Reparem as roupas e a pose do homem, todo confortável, relaxando, longe de querer ser soldado...
O segundo é um apelo ao amor materno - "Lute Por Ela" - para alistamento de irlandeses que moravam no Canadá.