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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pelos lucros e casamento gay

As maiores companhias de tecnologia do mundo estão unidas contra a homofobia e a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Apple, Google, Facebook, Amazon, Adobe, Cisco, eBay, Oracle, Twitter e muitas outras - são 278 no total - assinaram petição junto à Corte Suprema dos Estados Unidos pela liberação do casamento homossexual.
Bonito da parte delas, não é?
Nem tanto.
Sua motivação não tem nada a ver com igualdades e fim de preconceitos, mas com lucro. Elas assinam a petição argumentando que o casamento gay é melhor para os negócios.
Todas estas companhias têm sede em estados onde a união gay é legalizada.




A petição vai contra o DOMA, uma peça de legislação que tramita na Suprema Corte, obra dos segmentos mais conservadores dos EUA, que busca definir o casamento como "a união efetiva entre um homem e uma mulher". Quaisquer outras uniões não poderiam ser consideradas casamento.
Bem, as empresas de ponta podem até estar somente defendendo seus lucros, mas a causa é boa.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Meninas não podem dizer palavrões

As meninas que estudam numa escola de ensino médio de Nova Jersey receberam uma ordem: elas devem parar de proferir palavrões.
Legal né? Tudo pela ordem e bons costumes.



Mas tem tanto: os meninos não receberam a mesma determinação. Diz a direção da escola que eles simplesmente querem que as damas se portem como damas.
No fundo, no fundo, é tudo preconceito contra as mulheres.
O discurso de igualdade ainda passa longe da prática. E o exemplo que vem da direção da escola simplesmente estimula os meninos a se sentirem grandões e superiores.
Eh, tristeza.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Como é duro ser mulher na internet

Escrevendo no jornal inglês The Independent, a jornalista Laurie Penny, 26, conta como uma profissional ainda enfrenta preconceitos, insultos e grosserias só por ser mulher:

   "Muitos comentaristas, pensando alto sobre onde estão todas as vozes fortes das mulheres, fecham seus olhos sobre quão normal este tipo de ameaça passou a ser: na maioria das manhãs, quando checo minhas contas de e-mail, Twitter e Facebook, tenho que passar por ameaças de violência, especulações públicas sobre minhas preferências sexuais, o odor e a capacidade dos meus genitais, e a tentativa de escrever ideias desafiadoras a partir do princípio de que, já que eu e minhas amigas somos tão pouco atraentes, qualquer coisa que tenhamos a dizer deve ser irrelevante.
A implicação de que uma mulher deve ser sexualmente atraente para ser levada a sério não começou com a internet: é uma acusação que tem sido usada para envergonhar e diminuir as mulheres muito antes de Mary Wollestconecfrat ter sido chamada de 'uma hiena em petit pois'. A internet, entretanto, torna mais fácil para garotos em seus quartos solitários praticarem o bullying. Não são apenas jornalistas, blogueiras e ativistas o alvo. Empresárias, mulheres que jogam on line e estudantes que postam seus vídeo-diários no YouTube, todas estão sujeitas a campanhas de intimidação planejadas para afastá-las da internet, feitas por pessoas que parecem acreditar que o único uso que uma mulher poderia fazer da internet seria mostrar seus seios para o mundo cobrando uma taxa.
Como muitas outras, também recebi ameaças diretas, como do homem que me perseguiu e ameaçou publicar velhas fotografias minhas que somente seriam relevantes para meu trabalho se alguém acreditar que qualquer jornalista feminista deveria passar seu primeiro ano de universidade completamente sóbria, sempre vestida e na vertical.
Também foram feitas tentativas de intimidar minha família, incluindo minhas duas irmãs em idade escolar. Depois de uma rodada de ameças de estupro, incluindo a sugestão de que, por criticar a política econômica neoliberal, eu deveria ser forçada, na ponta de faca, a fazer sexo oral com banqueiros, me informaram que estavam atrás de meu endereço. Mas eu segui em frente."