Mostrando postagens com marcador Mulheres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mulheres. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Moçoilas despudoradas

O teatro do burlesco, com diálogos picantes e moças usando pouca roupa, se tornou popular na Inglaterra cerca de 1830, e dez anos depois começou a fazer sucesso nos Estados Unidos.
Conheça algumas das moçoilas despudoradas que fizeram sucesso no século 19:














quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Motoqueiras muçulmanas

Está em exposição numa galeria de arte de Manhattan uma coleção de imagens do fotógrafo Hassan Hajaj.
Na minha opinião são especialíssima pelo tema: mulheres marroquinas, muçulmanas, motoqueiras.
Veja só:







Kesh Angels

Kesh Angels

Kesh Angels

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Greve de sexo, no cinema e na vida real

No bom filme A Fonte das Mulheres as mulheres de um vilarejo nos confins da Turquia fazem greve de sexo contra as tradições rígidas islâmicas que as forçam a se esfalfar para buscar água numa fonte distante. Elas querem apenas um encanamento nesta história baseada na peça Lisístrata, de Aristófanes.

A Fonte das Mulheres

O filme está à disposição para assistir e baixar na internet, mas o bom é que a mesma história agora está acontecendo na vida real.
Na pequena vila de Barbacoas, Colômbia, as mulheres estão em greve de sexo por uma estrada.
Barbacoas, segundo os colombianos, fica no fim do mundo à esquerda. E deve ser verdade: para chegar ao hospital mais próximo os moradores têm de enfrentar de 12 a 14 horas numa estrada terrível, mulheres grávidas têm morrido em ambulâncias.
A justíssima greve exige uma estrada melhor. Pela segunda vez: as mesmas mulheres paralisaram seus trabalhos sexuais em 2011 com o mesmo pedido, encerrando a greve quando o governo prometeu uma estrada nova.
Mas dois anos se passaram, nada aconteceu e elas voltam à carga.
Torço pelo seu sucesso.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pobres mulheres

É duro ser mulher, todo homem deveria ser feminista.
Christopher Hunt, da Ogilvy & Mather de Dubai, usou o autocompletar do Google para salientar a desigualdade no tratamento entre mulheres e homens.
Foi para uma campanha da ONU pelas mulheres:


Mulheres deveriam | ficar em casa - ser escravas - ficar na cozinha - não falar na igreja.
A mensagem "as mulheres deveriam ter o direito de tomar suas próprias decisões".


As mulheres não podem | dirigir - ser bispos - ser acreditadas - falar na igreja.
A mensagem: "as mulheres não podem aceitar este estado de coisas".


As mulheres precisam | ser colocadas no seu lugar - saber seu lugar - ser controladas - ser disciplinadas.
A mensagem: "As mulheres precisam ser vistas como iguais."

Os resultados do autocompletar variam de acordo com o lugar do planeta onde a pesquisa é feita, assim como as condições de vida das mulheres.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Homenagem às mulheres cientistas

Estou um dia atrasado, mas ainda assim vale a pena e é importante: ontem, 15 de outubro, celebrou-se o dia de Ada Lovelace.
Nesta data celebra-se todo o potencial - imensamente inexplorado - das mulheres para a ciência.



Augusta Ada King, Condessa de Lovelace, foi uma matemática brilhante e tem a seu crédito uma façanha quase inacreditável.
Ela escreveu o primeiro programa de computador, o que já seria extraordinário se o fato não tivesse ocorrido em 1842.
Ada é o símbolo das mulheres na ciência.

sábado, 6 de julho de 2013

Mulheres sem rosto

Gostei destes retratos de mulheres da fotógrafa canadense Patty Maher.
Todas devidamente sem rosto, sua marca registrada:















terça-feira, 7 de maio de 2013

A arte de secar os cabelos

Na sua casa ou no salão, secar cabelo agora é com aquelas pistolas de ar quente. Fácil e simples.
Mas não foi sempre assim, as mulheres já se submeteram a geringonças muito estranhas para esta atividade tão prosaica.
Vejam só cada maquineta estranha:







v






quinta-feira, 21 de março de 2013

As mulheres atômicas



A escritora Denise Kiernan lançou um livro com uma história curiosa e interessante: ele se chama The Girls od Atomic City: The Untold Story of the Women Who Helped Win World War II, ou As garotas da cidade atômica: a história não contada das mulheres que ajudaram a vencer a segunda guerra mundial.
Durante os primeiros anos da década de 1940 70 mil pessoas trabalharam numa fábrica secreta em Oak Ridge, Tennessee, dentro do Projeto Manhattan, que resultou nas primeiras bombas atômicas. A maior parte destes trabalhadores eram mulheres, recrutadas como funcionárias civis do governo, sem saber o que iam fazer.
Elas só ganhavam uma passagem de trem até o local da fábrica e recebiam instruções simples: não fale desnecessariamente, não faça perguntas, apenas dê sua contribuição ao esforço de guerra. Moravam num grande acampamento de casas pré-fabricadas inacabadas, com um centro administrativo, três reatores nucleares e um piso de barro que sugava seus sapatos.
Oficialmente o lugar era chamado de Clinton Engineer Works, mas nas internas elas o chamavam de Lugar X do Projeto Manhattan.
Quem diria? Mulheres atômicas... Quando a coisa enfeia os homens sempre apelam para elas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Meninas não podem dizer palavrões

As meninas que estudam numa escola de ensino médio de Nova Jersey receberam uma ordem: elas devem parar de proferir palavrões.
Legal né? Tudo pela ordem e bons costumes.



Mas tem tanto: os meninos não receberam a mesma determinação. Diz a direção da escola que eles simplesmente querem que as damas se portem como damas.
No fundo, no fundo, é tudo preconceito contra as mulheres.
O discurso de igualdade ainda passa longe da prática. E o exemplo que vem da direção da escola simplesmente estimula os meninos a se sentirem grandões e superiores.
Eh, tristeza.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Isabel, a bilionária africana

A primeira pista foi em seu casamento em 2003 com um colecionador de arte do Congo: um coro foi trazido especialmente da Bélgica, dois aviões fretados trouxeram comida da França. Presidentes africanos estavam entre os 100 convidados da festinha em Luanda que teve um custo estimado em 7,5 milhões de reais.
Sim, a noiva tinha que ser muito rica. Ela é Isabel dos Santos, agora finalmente reconhecida pela revista Forbes como uma bilionária. E mais: a primeira bilionária africana.
E de onde vem esta fortuna? Muito provavelmente ela é simplesmente o disfarce para esconder o dinheiro de seu pai, José Eduardo dos Santos, presidente de Angola há nada menos que 33 anos.

José Eduardo dos Santos, Angola's president, left, and daughter Isabel dos Santos in the second row
Isabel (aplaudindo), com o pai e a madrasta à frente e o marido ao lado.
Ela tem 40 anos e é a filha mais velha do presidente. Os angolanos às vezes referem-se a Isabel como "A Princesa". Ela nasceu no Azerbaijão, onde o Dos Santos estudava, antes de se tornar guerrilheiro na luta pela independência de Angola. Não é o cenário comum para que alguém vire bilionário, principalmente num país onde muita gente sobrevive com 5 reais por dia.
Os críticos dizem que o presidente é um autocrata que mete a mão em muito dinheiro. Isabel não tem qualquer mérito por sua fortuna - aliás, ela abriu vários negócios e todos fracassaram.
Segundo a Forbes Isabel é a principal acionista da Zon, um conglomerado de mídia português, investimento que vale 385 milhões de dólares. Ela também tem 19,5% do banco português BPI, o que vale 465 milhões de dólares. E outros 25% do banco angolano BIC, valendo 190 milhões  de dólares.
Só estes três investimentos garantem à filha do presidente um patrimônio de 2,1 bilhões de reais, mas ela ainda tem mais coisas como uma empresa de tevê a cabo em Angola.
Com três filhos, Isabel e o marido passeiam pela vida num circuito entre Luanda, Londres, Lisboa e Johanesburgo, com pouquíssimo trabalho e muito lazer.
Mesmo assim o Jornal de Angola, de propriedade do Estado, deu a ela o título de Empreendedora do Ano em 2012.
Então é isso: a África já tem uma mulher bilionária. Mas, com certeza, ela não é modelo para ninguém, até porque a origem de seus imensos recursos é completamente obscura.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

As belas antes da fama

A revista Life abriu, já há algum tempo, seu enorme arquivo fotográfico ao público.
E lá tem muita coisa, como estas fotos de atrizes antes da fama.
Veja só:


Marilyn Monroe em 1947, antes de ser contratada pela Columbia e, dois anos depois, fazer um filmezinho dos Irmãos Marx. Foto de J. R. Eyerman.


Rita Moreno em 1954. Ele alcançaria a fama em 1961 com West Side Story (Amor, Sublime Amor), Foto de Loomis Dean.


Kim Novak em 1954. Ela trabalhava como modelo para uma fábrica de geladeiras antes de ser contratada pela Columbia como substituta de Rita Hayworth. Foto de J. R. Eyerman.


Elisabeth Taylor em 1947, aos 15 anos. Foto de J. R. Eyerman.


Sophia Loren em 1957, um ano antes de estourar na América. Foto de Loomis Dean.


Audrey Hepburn em 1951, quando ela era apenas atriz de teatro.


Catherine Deneuve em 1961, aos 18 anos. Foto de Loomis Dean.






terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Maldades salariais com as mulheres

Um estudo da OCDE - Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento - mostra que em apenas quatro países, todos eles ricos, as mulheres ganham mais que os homens. O relatório foi esmiuçado e enriquecido com gráficos por Derek Thompson, da The Atlantic.
Estes países são a Irlanda, Austrália, Luxemburgo e Holanda, e na Irlanda a diferença chega a ser muito grande: mulheres recebem salários 17% maiores que os dos homens.
Mas tem um detalhe importantíssimo e uma grande maldade: isso só se aplica às mulheres sem filhos. Em todos os países mulheres com filhos têm salários inferiores aos dos homens.

Veja no gráfico a situação salarial das mulheres sem filhos em relação aos homens (que estão na linha do zero) em oito países ricos. Repare a brutal diferença no Japão.

Screen Shot 2012-12-17 at 9.49.10 AM.png

Agora uma nova barra, vermelha, mostrando os salários das mulheres com filhos nos mesmo países. A queda é sempre muito grande e na Coréia é terrível.

Screen Shot 2012-12-17 at 3.18.02 PM.png

O último gráfico mostra o custo dos filhos, a diferença salarial entre mulheres que os têm e as que não têm.
É muito grande. Na Holanda a diferença é menor por outra maldade: lá as mulheres trabalham quase duas horas a mais que os homens por dia.

Screen Shot 2012-12-17 at 9.56.24 AM.png

domingo, 16 de dezembro de 2012

Como é duro ser mulher na internet

Escrevendo no jornal inglês The Independent, a jornalista Laurie Penny, 26, conta como uma profissional ainda enfrenta preconceitos, insultos e grosserias só por ser mulher:

   "Muitos comentaristas, pensando alto sobre onde estão todas as vozes fortes das mulheres, fecham seus olhos sobre quão normal este tipo de ameaça passou a ser: na maioria das manhãs, quando checo minhas contas de e-mail, Twitter e Facebook, tenho que passar por ameaças de violência, especulações públicas sobre minhas preferências sexuais, o odor e a capacidade dos meus genitais, e a tentativa de escrever ideias desafiadoras a partir do princípio de que, já que eu e minhas amigas somos tão pouco atraentes, qualquer coisa que tenhamos a dizer deve ser irrelevante.
A implicação de que uma mulher deve ser sexualmente atraente para ser levada a sério não começou com a internet: é uma acusação que tem sido usada para envergonhar e diminuir as mulheres muito antes de Mary Wollestconecfrat ter sido chamada de 'uma hiena em petit pois'. A internet, entretanto, torna mais fácil para garotos em seus quartos solitários praticarem o bullying. Não são apenas jornalistas, blogueiras e ativistas o alvo. Empresárias, mulheres que jogam on line e estudantes que postam seus vídeo-diários no YouTube, todas estão sujeitas a campanhas de intimidação planejadas para afastá-las da internet, feitas por pessoas que parecem acreditar que o único uso que uma mulher poderia fazer da internet seria mostrar seus seios para o mundo cobrando uma taxa.
Como muitas outras, também recebi ameaças diretas, como do homem que me perseguiu e ameaçou publicar velhas fotografias minhas que somente seriam relevantes para meu trabalho se alguém acreditar que qualquer jornalista feminista deveria passar seu primeiro ano de universidade completamente sóbria, sempre vestida e na vertical.
Também foram feitas tentativas de intimidar minha família, incluindo minhas duas irmãs em idade escolar. Depois de uma rodada de ameças de estupro, incluindo a sugestão de que, por criticar a política econômica neoliberal, eu deveria ser forçada, na ponta de faca, a fazer sexo oral com banqueiros, me informaram que estavam atrás de meu endereço. Mas eu segui em frente."

domingo, 25 de novembro de 2012

Pobres mulheres sauditas...

Talvez não haja nação que trate tão mal as mulheres quanto a Arábia Saudita.
Lá seus direitos são zero e inclusive só agora, em Londres, mulheres sauditas puderam participar pela primeira vez de uma Olimpíada. E isso por pressão violenta do Comitê Olímpico Internacional.
Mas a mídia ocidental nunca fala mal da Arábia Saudita,  ao contrário do que fazem com outros países árabes. Por que? Ora, os sauditas - errado, não os sauditas, mas a família real de lá - são os principais aliados na região dos Estados Unidos e da Otan. Então o negócio é panos quentes para manter os amiguinhos - que talvez nem sejam tão amiguinhos assim.

Traje oficial e obrigatório das mulheres sauditas
A última - e odiosa - invenção saudita contra as mulheres: elas são monitoradas eletronicamente, e quando convém os maridos recebem um SMS informando "sua esposa está no aeroporto de Rihad, vai viajar para o exterior."
Quem confirma isso é um saudita mesmo: ele recebeu a mensagem quando ia viajar acompanhado da mulher. Coitadas dessas mulheres: seu estado é semelhante ao da escravidão - com o evidente apoio dos EUA e Otan.

domingo, 4 de novembro de 2012

O carro perfeito para as mulheres

A Honda lançou, no Japão, uma versão do seu Fit especial para mulheres. Mas ele tem pouco coisa de diferente além do óbvio - é cor de rosa.
E a norte-americana Alyssa Rosenberg, que escreve para o site Slate, resolveu fazer um divertido "memorando para a Honda" dizendo o que realmente as mulheres querem num carro.
Ela diz que cor de rosa não combina com seus cabelos ruivos. E que o carro deveria ter um botão que permitisse trocar sua cor de acordo com a roupa de cada dia. Ou de acordo com o estado de espírito. Belo acessório, não? "Mas num mundo onde não consigo nem um baton com o vermelho opaco perfeito isso seria pedir demais", filosofa Alyssa.


121102_DX_shes_pink_f

Ela também quer um kit de emergência no porta-malas com um jogo extra de pílulas anticoncepcionais e outras coisas como um par de sapatos de saltos altos de emergência "caso eu quebre o salto dos meus correndo para qualquer compromisso para o qual estou atrasada, como sempre."
E que tal um sistema de GPS que não permita tomar decisões baseada em hormônios? Ou um bafômetro que detecte "se eu tomei Margaritas demais para ir para casa com aquele cara?'
O carro da Honda tem vidros com filtro UV, e Allyssa acha isso bem bom. Mas ela também quer um espelho da maquiagem completo no apara sol, porta-luvas com forma de coração, tomada para um ferro de passar portátil e um encosto de banco que faça massagens com pedras quentes. Isso, entretanto, pode ser opcional, ela reconhece: "Algumas amigas minhas vão preferir um banco que faça massagem sueca."

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Mulheres fora!!!

E ainda tem disso...
A famosa Ikea, fábrica sueca de móveis de boa qualidade para montar em casa, um enorme caso de sucesso empresarial, abriu uma loja na Arábia Saudita e refez seus catálogos para o novo mercado.
Uma edição especialíssima: a Ikea simplesmente retirou todas as imagens de mulheres do catálogo.
Vejam dois exemplos aí abaixo.
Foi autocensura da Ikea, não uma decisão governamental saudita. Os suecos simplesmente não se atreveram a eventualmente contrariar os príncipes mandantes de um país onde as mulheres são tratadas de forma deplorável... Mulheres segregadas e maltratadas não é algo que impeça o business.
As fotos da direita são do catálogo convencional, as da esquerda da versão saudita.