segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O buraco negro sem fome

Buracos negros são conhecidos principalmente por causa de uma característica: eles devoram tudo que está ao seu alcance, incluindo a luz.
Mas nem todos são assim.
O buraco negro chamado de Sagitário A, bem no meio de nossa galáxia, parece estar enfarado e recusando comida.
Olha ele aí:



Observações da Nasa demonstraram que ele está sugando apenas 1% do gás e matéria ao seu alcance.
Mais ainda: ele parece estar expelindo mais matéria do que atrai.
O que, no mínimo, desmente a tese de que tudo que entra num buraco negro desaparece para sempre.
O Sagitário A está a 26 mil anos luz da Terra.

Casa para os necessitados

O mais antigo conjunto habitacional de fins sociais do mundo é este aqui:



Chama-se Der Fuggerei e fica em Augsburg, Alemanha.
São 67 casas com 140 apartamentos, construídas em 1521 pelo banqueiro e investidor Jakob Fugger para dar moradia aos necessitados.
O preço do aluguel continua o mesmo de então: um Rhenish Guilder por ano, o que equivale a menos de um euro.
A comunidade é murada, com portão, e inclui sua própria igreja e um museu.
Tudo é ainda sustentado pelo Fundação Fugger, com resultados de 500 anos de investimentos e a receita de ingresso ao enclave e ao museu, que custa 4 euros.

Designer especial

Adorei estes dois trabalhos do designer russo Dmitry Kul.
Queria ambos:






Nanotecnologia romana

O Museu Britânico tem em seu acervo este cálice que muda de cor dependendo de onde vem a luz:



Ele foi feito há 1600 anos e ninguém sabia como eles conseguiram esta extraordinária propriedade.
Agora, com tecnologia contemporânea, cientistas foram capazes de verificar a composição do vidro e descobriram nada menos que nanotecnologia: ele está impregnado de minúsculas partículas de ouro e prata com 50 nanômetros de diâmetro, menos que um milésimo do tamanho de um grão de sal.
Como os antigos romanos conseguiram isto e sabiam do resultado que obteriam permanece um mistério, mas os pesquisadores acham que a técnica terá utilidade nos tempos atuais.
Nota explicativa: surpreendentemente está cálice foi comprado pelo Museu, e não saqueado de locais históricos como boa parte do seu acervo.

Fecundação de bacon



O autor garante que esta foto não foi montada, que tudo aconteceu por acaso.
Deve ser a permanente luta da vida pela preservação.

Ruínas na Antártica

Tão despovoada, tão deserta, tão inacessível.
Mesmo assim a Antártica já tem suas ruínas, instalações humanas usadas por um curto período e depois abandonadas.
Veja só:

Abandoned Anatarctica Deception Island Whalers Bay 1  Abandoned Antarctica Deception Island Whalers Bay 2
Cidade fantasma na baía dos Baleeiros, Ilha Decepção. Foi um empreendimento de noruegueses e chilenos no início do século 20.

Abandoned Antarctica Pole of Inaccessibility 2 Abanoned Antarctica Pole of Inaccessibility 3
Em 1958 os soviéticos estabeleceram uma pequena base no polo da inacessibilidade - o lugar do continente mais distante de qualquer oceano. Tinha uma casinha para quatro pessoas e bustos do Lenin. A ocupação foi por curtíssimo período de tempo - 12 dias no total.

Abandoned Antarctica Grytviken Shackleton's Hut  Abandoned Antarctica Grytviken Whaling Station
O porto de Grytviken, a Geórgia do Sul, foi estação baleeira de 1904 a 1966. Chegou a ter uma população de mais de 300 pessoas. Ernest Shackleton está enterrado lá.

Abandoned Antarctica Leith Harbour 2
Outra estação baleeira na Geórgia do Sul, que funcionou de 1909 a 1965, Leith Harbour chegou a ter biblioteca, cinema e hospital. Funcionou enquanto havia baleias.

Abandoned Antarctica Stonington 1
Estação militar inglesa na ilha Stonington, aberta nos anos 40 do século passado e fechada em 1975.

Abandoned Antarctica Sunken Ship Abandoned Antarctica Sunken Ship 2

Abandoned Antarctica Sunken Ship 3
O barco brasileiro Mar Sem Fim foi à Antártica para fazer um documentário. Ficou preso no gelo e afundou. Um ano depois, usando boias, foi resgatado e trazido à terra firme.




domingo, 1 de setembro de 2013

O que eles disseram (3)

Mais algumas últimas palavras bem interessantes:

   Edward Abbey: "Sem comentários".

   Alex, um papagaio cinza africano usado em pesquisas de psicologia comparada na Universidade Brandeis: "Você está bem, vejo você amanhã. Te amo". As frase foram ditas à sua cuidadora, dra. Irene Pepperberg, quando ela o colocou em sua gaiola à noite. Pela manhã, Alex estava morto.

   Louise May Alcott: "Não é meningite?" Pergunta feita a seu pai. Não era meningite, mas possivelmente envenenamento por mercúrio causado por um antiquado tratamento da febre tifóide.

   Hans Christian Andersen: "Não me perguntem como estou. Não entendo mais nada".

   Lady Nancy Astor: "Estou morrendo ou é meu aniversário?" Ao acordar em seu leito de morte e ver toda a família reunida.

   J. M. Barrie, o autor de Peter Pan: "Não consigo dormir".

   Olavo Bilac: "Dêem-me café. Vou escrever".