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sábado, 15 de novembro de 2014

Capas de LPs horríveis

LPs, para quem nunca os viu, eram os discos de vinil grandes, normalmente com 18 minutos de música de cada lado.
Suas capas, com algo como 30 x 30 centímetros, eram produções sérias, fundamentais para as boas vendas.
Mas nem todo mundo acertava:



















segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O sucesso que os Beatles descartaram



Os Beatles se recusaram a colocar num disco uma música que chegou a número1.
Em setembro de 1962, de contrato novo com a EMI, eles foram gravar um álbum.
O produtor George Martin queria incluir uma música, How do you do it, de Mitch Murray.
Eles até a gravaram, mas não aceitaram colocá-la no disco - queriam apenas composições de Lennon e McCartney.
Era essa a musiqueta, e a gravação original até saiu muito mais tarde, em 1995, numa antologia:


Então a música foi passada para outra banda de Liverpool,  Gerry and the Pacemakers, que também eram gerenciados por Brian Epstein, gerente dos Beatles.
Gerry e seus garotos fizeram uma versão bem mais enérgica e em março de 1963 a música chegou ao primeiro lugar nas paradas de sucesso. Ouçam:


terça-feira, 16 de setembro de 2014

O que é melhor, 33 rpm ou 45 rpm?


OK, imagino que a maioria dos meus leitores nem tenha idade para saber destas coisas.
Muito antigamente, no tempo em que se ouvia músicas através de discos de vinil, os toca-discos rodavam em três velocidades diferentes: 78 rpm, bem rápido, cada disco comportava apenas uma música em cada lado; 45 rpm, um pouco mais lentos, faziam disquinhos pequenos com uma ou duas músicas em cada lado; e por fim desenvolveram os 33 rpm, ou long plays, que - maravilha das maravilhas - tinham seis músicas em cada lado.
E agora, nesses tempos digitais, alguém descobriu uma coisa interessante.
Ele botou a tocar em 33 rpm um disco gravado em 45 rpm com a música Jolene, cantada pela Dolly Parton.
Ficou excepcional, uma coisa sofrida, bonita. Ouça:






E agora compare com a música em sua velocidade original, cantada ao vivo pela tia Dolly toda em cor de rosa:



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Anatomia musical

Olhem só estes extraordinários desenhos de Shawn Feeney, de São Francisco, na sua série anatomia musical. Ele transforma os músicos em seus instrumentos, ou vice-versa.
Louquíssimo, e mais: cada desenho é uma homenagem a um artista específico:






Homenagem a Adolphe Sax, inventor do saxofone






Homenagem a Stella Shiweshe, cantora e instrumentista do Zimbabwe




quinta-feira, 10 de abril de 2014

Game of Thrones bem suave




É tempo de Game of Thrones, gente.
Gostei muito desta versão da música da abertura em versão smooth jazz:


quarta-feira, 9 de abril de 2014

O Stradivarius é isso tudo?



E aí, quão bom é um violino Stradivarius?
O quanto ele é melhor que qualquer outro?
Um estudo concluído agora mostra que a resposta pode ser um simples nada.
Os pesquisadores mostraram a vários violinistas profissionais gravações com um Stradivarius e com um violino moderno de alta qualidade. Nenhum soube dizer qual era ao violino famoso.
Pior: outro estudo, em 2010, tinha chegado a resultado idêntico.

quarta-feira, 5 de março de 2014

O tocador de música

Cone Music Player

Esta belezinha aí é um dos alto falantes mais geniais que já vi.
Chama-se Cone Music Player e é um alto falante sem fio, com bateria para oito horas. Funciona com todos os tocadores de música do mercado e é de uma simplicidade absoluta: toque na tela e ele toca, toque de novo e pausa, gire levemente para ir para a próxima música.
Mas tudo isso custa caro: 400 dólares na internet.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Eu quero cumprimentos!



Todos queremos ser reconhecidos, não é?
Todos queremos cumprimentos pelo que fazemos.
Mas pode ser difícil, como mostra este bem humorado videozinho de um programa de tevê norueguês:


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Que guitarras!

James Ghio Sanches e Mike Braunewell moram e trabalham num lugar bem improvável, Gibraltar.
E produzem algo igualmente inesperado: guitarras especialíssimas:











gibraltar-custom-guitars-designboom01



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Beatles nos EUA, há 50 anos

Amanhã, 7 de fevereiro, será o 50º aniversário da chegada dos Beatles aos Estados Unidos, no voo 101 da Pan Am, Londres - Nova Iorque.

John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr and George Harrison arrive at New York's Kennedy Airport on Feb. 7, 1964 for their first U.S. appearance. 

Havia uma multidão ensandecida de 4 mil adolescentes à sua espera:


 Beatles fans foil horse cops by runnig up Central Park swarming back to the Plaza running against traffic.

Dois dias depois eles foram ao programa de tevê do Ed Sullivan e o país parou para vê-los.

The Beatles join Ed Sullivan for 'The Ed Sullivan Show' during their historic visit.

Até hoje há quem diga que os Beatles mudaram os Estados Unidos em apenas um dia e que a nação nunca mais foi a mesma.
Eles fizeram shows no Carnegie Hall, enlouqueceram a meninada, e voltaram mais duas vezes ao Ed Sullivan, enquanto a venda de seus discos disparava.
O vídeo abaixo é uma montagem das suas três aparições no show de televisão:








segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

As caras do Daft Punk

Todo mundo adorou a performance do duo francês de música eletrônica Daft Punk na cerimônia de entrega dos Grammies.
O que quase ninguém conhece é a cara do Guy-Manuel de Homem Christo e do Thomas Bengalter, sempre escondidos atrás de seus capacetes.
Tem uma foto deles, que garantem que usam os capacetes exatamente porque seus rostos - que são longe de feios - não são tão interessantes quanto a imaginação de cada um

sábado, 18 de janeiro de 2014

Elias, 7 anos, pianista e uma peça



Este menininho aí tem 7 anos, se chama Elias Phoenix, é um pianista incrível e um cara insano e engraçadíssimo - que nunca cortou seu cabelo porque quer ser diferente e cool.
Ontem  ele realizou o segundo de sua grandes sonhos - ir ao programa da Ellen DeGeneres. O primeiro, tocar no Carnegie Hall, ele já havia realizado.
Vale a pena ver o show do Elias na tevê, de preferência em tela cheia:



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Simon and Garfunkel. Completamente negros.

Num universo infinito, absolutamente tudo pode - e deve - existir e acontecer.
Inclusive isso - os Black Simon and Garfunkel:

Black-Simon-and-Garfunkel.jpg

Eles são atração no programa do Jimmy Fallon, veja duas musiquinhas:






quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Imperdível, imperdivel



O duelo de banjos do filme Deliverance interpretado por Steve Martin e o sapo Kermit.
Melhor não tem:



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O que aconteceu em 22 de novembro de 1963?

Neste 22 de novembro em que o assunto mais batido é o assassinato de John Kennedy, outras coisas importantes aconteceram.
Por exemplo:



Os Beatles fizeram um show num cinema em Stockton, Inglaterra.
A notícia do tiro no presidente norte-americano chegou lá um pouco antes do início do show, mas a programação foi mantida.
Ah, também naquele 22 de novembro há 50 anos foi lançado o segundo LP dos Beatles - With The Beatles, que aqui no Brasil só saiu no ano seguinte e com o nome trocado para Beatles Again.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Roqueiros no paraíso

Uma empresa de manipulação de imagens chamada Phojoe dedicou-se a envelhecer as imagens de famosos roqueiros mortos para ver como eles seriam hoje - vivos ou no paraíso dos roqueiros.
Ficou legal:


Kurt Cobain, morto em 1994 aos 27 anos.


Bob Marley - ok, ele não era um roqueiro - morto em 1981 aos 36 anos.


John Lennon, morto em 1980 aos 40 anos.


Mama Cass, morta em 1974 aos 33 anos


Jim Morrison, morto em 1971 aos 27 anos.


Jimi Hendrix, morto em 1970 aos 27 anos.


Janis Joplin, morta em 1970 aos 27 anos.



Elis Presley, que ainda vive, é claro, embora tenha morrido em 1977, aos 42 anos.


Karen Carpenter, morta em 1983 aos 32 anos.


Bobby Darin, morto em 1973 aos 37 anos.

O intrumento do Da Vinci

O Leonardo da Vinci deixou cadernos cheios de esboços de invenções interessantes, de helicópteros a submarinos e um instrumento musical que ele chamou de viola organista.
Seria algo parte órgão, parte cravo e parte viola de perna, com 61 cordas pressionadas por rodinhas.
O pianista e construtor de instrumentos polonês Slawomir Zubrzycki resolveu construir um, que ficou assim:



E o som, como mostra o Slawomir, é riquíssimo:


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Como espantar os piratas somalis?

Navegar na região do Chifre da África é perigoso ultimamente, os piratas somalis estão por lá atacando qualquer navio desavisado.
Mas a marinha mercante inglesa está com uma arma nova contra eles, fortemente recomendada por empresas de consultoria de segurança.
E - o mais interessante - está funcionando.
A arma é esta aí, Britney Spears:



Como? Eles botam enormes alto falantes voltados para o mar e ficam tocando sem parar músicas da dona Britney.
O pessoal da segurança descobriu que os piratas acham essas músicas tão horrorosas que se recusam a aproximar.
Eu admito: podem ser piratas, mas têm bom gosto.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Pirataria não prejudica indústria da música



É só olhar o gráfico acima para concordar com a London School of Economics: não há nada que indique que a pirataria esteja causando danos à indústria da música.
Esta indústria pressiona governos por legislações cada vez mais contrárias aos interesses dos usuários da internet por uma única causa: ganância ao cubo.

sábado, 28 de setembro de 2013

Sixto Rodriguez, o gênio esquecido

Assisti, com minha amada mulher, o documentário ganhador do Oscar Searching for Sugar Man.
Ficamos extasiados, chocados, emocionados.
Você PRECISA ver.
Você PRECISA ver.
Está passando no canal Max, tem no Netflix e é encontrável para baixar na internet.
O que é?
Conta a história inacreditável, chocante, terrível e maravilhosa do músico norte-americano de ascendência mexicana Sixto Rodriguez.



Compositor muito bom e cantor com uma voz especial, ele foi descoberto em bares vagabundos de Detroit por produtores de altíssima qualidade, que produziam discos de super astros. Com estes caras muito bons, Sixto fez dois álbuns maravilhosos, o primeiro em 1970 (Cold Fact) e o segundo em 1971 (Coming from Reality).
E o que aconteceu?
Nada. nenhum sucesso, nenhuma venda, um fracasso absoluto apesar da qualidade excepcional. Divulgaram mal, não pagaram jabás pro pessoal das rádios, um nome mexicano naquela época não faria sucesso. Não importa, alguém errou, o Sixto não vendeu discos. E voltou à sua vida como peão na construção civil.
Ponto final? Não.
Sabe-se lá como, uma cópia chegou à África do Sul e lá ele fez o maior sucesso, vendeu um milhão de discos. Era tempo de apartheid  e repressão, ninguém entrava ou saía do país, nada entrava ou saía da África do Sul. O Sixto virou motivador da luta contra o apartheid, suas músicas eram os hinos dos descontentes. Lá ele foi maior que Elvis, que Dylan, que os Beatles.
E ninguém ficou sabendo, nem o dinheiro dos royalties jamais chegou a ele.
Com continua? Isso eu não posso contar, você PRECISA ver o filme.
Olha o trailer:


Já ouvi e continuarei ouvindo seus dois discos.
Ouça também. Se não tiver tempo, ouça como música de fundo enquanto faz outra coisa, mas OUÇA:






É isso. E não esqueça: você PRECISA ver Searching for Sugar Man. E vai acabar concordando comigo: que desperdício de talento, que desperdício de genialidade. Que perda.